O risco é que com show midiático, Moro conseguiu direcionar investigações para o presidente

Aos incautos: parem de comemorar que Sergio Moro disse, no depoimento, que não acusou o Presidente da República de crimes, e que ele se desmoralizou.

Essa afirmação de Moro o livra apenas da DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA.

Ele conseguiu, no show midiático da demissão, foi a abertura de um INQUÉRITO CRIMINAL contra o Presidente. Acham pouca coisa? Era tudo que seus detratores precisavam, para criarem a narrativa canalha.

Quando Moro fala, no seu depoimento, que “o Presidente é que tem que explicar tal ponto”, como noticiado pela mídia, isso não é pueril ou risível, como vocês pensam; ele está, na verdade, direcionando a investigação, delimitando o fato que deve ser apurado pelo PGR.

Vejam como Celso de Mello, prestes a se aposentar, quer deixar um “legado” lá na Corte: está correndo com o Inquérito de uma forma inimaginável. Agora, mandou a Presidência da República/Planalto apresentar um vídeo em 72 horas, e por outro lado, indeferiu a perícia no celular de Sergio Moro, quando alertado que ele apagou mensagens, para não caracterizar “devassa”.

Ontem, parece que já se começou a falar em condução coercitiva dos ministros-generais, mesmo já tendo o STF, na época do julgamento de recursos na Lava-Jato, entendido que essa modalidade é INCONSTITUCIONAL. Começa o “dois pesos e duas medidas”; começa o uso político do Inquérito.

Aliás, é de causar especie que um juiz dê uma ordem para que o próprio investigado apresente uma gravação de algo que possa, eventualmente, incriminá-lo.

Celso de Mello, tão garantista, tão respeitador das liberdades individuais, parece que está desenvolvendo algum tipo de senilidade.

Todo mundo sabe que não há crime algum, nessa historinha do Moro. Mas por causa do que ele fez, agora o Inquérito será esticado até o Presidente “sangrar”, como pretendem, ao custo do atropelo às regras do jogo e às próprias garantias constitucionais, como esse juiz Celso de Mello está fazendo.

Acho que está na hora de o Presidente começar a brigar de verdade lá no STF: recorrer, questionar a diligência determinada pelo Relator, levar o caso pro Plenário, etc., até Celso de Mello ir para casa descansar para sempre, em novembro, pois, aparentemente ele não está bem.

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