Seria o ex-juiz Moro, o nosso Macbeth?

Macbeth, umas das grandes peças de Shakespeare, é conhecida no mundo teatral como peça "amaldiçoada", pois quase sempre em suas montagens, ocorrem imprevistos sombrios....assim como na política!

Para os que nunca leram o livro, recomendo a leitura, já que ao menos por um tempo, não há nenhuma previsão de alguma montagem teatral por estes lados.

Há também diversos filmes baseados na peça, entre eles dois que, na minha opinião, se destacam:

A versão de 1971, dirigida por Roman Polanski, e a versão de 2015, minha favorita, com Michael Fassbender e Marion Cotillard como Macbeth e Lady Macbeth.

Ao que parece, como sempre digo, nosso quadro político é uma mistura de Shakespeare, novela mexicana e comédia dos três Patetas, porém hoje, prefiro me ater ao lado shakespeariano da coisa.

Após o depoimento de Moro à PF ser revelado, surgiram diversas teorias sobre qual seria a real motivação de um sujeito de excelente biografia e carreira brilhante, jogar tudo no lixo de uma forma quase que estúpida, e nada estrategista?

Mas vamos ao Bardo Inglês:

Macbeth, um general vitorioso e fiel súdito do rei, recebeu uma profecia de três bruxas que afirmaram que ele se tornaria rei e comandaria a nação.

As bruxas seriam Globo, DataFolha e PSDB?

Lady Macbeth, a apaixonada esposa do general, muito mais ambiciosa que ele, após acreditar piamente na profecia das bruxas, por meio de manipulação, o convence de que ele deveria sim matar o rei Duncan.

Ele aceita, contra a própria vontade.

Isto te remete a algo?

Na trama de Shakespeare, Macbeth obtém êxito na morte do Rei, mas as coisas não terminam como ele imaginava.

Não darei spoilers, pois tanto a peça, quando os filmes baseados nela, são excepcionais e merecem surpreender o amigo leitor.

Mas como não estamos na Escócia, mas sim no reino da Patifália, a novela mexicana acabou dominando a trama.

Nosso Macbeth não se tornou rei, mas conseguiu ser eleito pelo povo como o mais novo bobo da corte.

Já Lady Macbeth, não a original, claro, leva uma vida diferente da "rainha", mas cercada de chacais desfilando ao seu lado na passarela sangrenta e putrefata da futilidade.

O poder, meus caros, como bem definiu Macbeth, é a escola do crime.

Já a vida, esta nada mais é do que uma sombra que anda...

Um pobre ator (ou ministro) que se pavoneia e se agita durante sua hora no palco e depois não é mais ouvido.

É uma estória contada por um idiota (em depoimentos?) cheia de som e fúria, mas que nada significa.

Nada!

E cai o pano!

Publicado originalmente na página parceira Toca do Lobo.

Visite à página Toca do Lobo.

da Redação

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