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Juiz de Brasília dá 72 horas para que Bolsonaro explique a troca do superintendente da PF do Rio de Janeiro

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As vezes ficamos com a nítida impressão de que no Brasil temos que parar tudo e começar tudo de novo.

As instituições estão confusas e os seus membros empoderados, em regra se pões a cuidar do que não devem.

Qual o sentido de um juiz de 1ª instância de Brasília querer explicações sobre a troca de um superintendente da Polícia Federal do Rio de Janeiro?

Pois é, o juiz da 8ª Vara Cível Federal de Brasília, deu 72 horas de prazo para o presidente Jair Bolsonaro explicar a mudança.

O caso denota a clara interferência do Judiciário no Executivo.

O jornalista Alexandre Garcia comentou com propriedade o assunto em seu artigo publicado na Gazeta do Povo:

"É incrível. Parece que a Justiça está com uma tremenda vocação de ser o poder Executivo, não quer mais ser o poder Judiciário. A troca foi feita pelo novo diretor-geral da PF, e agora Carlos Henrique Oliveira é o número dois da PF.
Tacio Muzzi assumiu a superintendência, ele era o superintendente interino. Muzzi é o delegado que prendeu Sérgio Cabral e pegou Eike Batista, ou seja, ele tem vocação para o cargo. O novo superintendente trabalhava na Lava Jato.
Eu não sei o que o presidente vai dizer para o juiz, talvez ele diga que trocou porque era necessário. As nomeações são do exclusivo arbítrio do poder Executivo, desde que não haja o descumprimento de alguma lei.
Faz parte da função pública nomear pessoas para cargos públicos. Dizem que os ministros são demissível ad nutum, ou seja, se o presidente não gostou dele, ele tem o direito de demitir.
O poder Executivo é assim, o presidente da República é eleito para governar. No poder Executivo mais ninguém é eleito para governar, só o presidente. Por meio do poder do voto, ele escolhe seus auxiliares.”
da Redação
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