Não confundir pandemia com pandemônio: Os negacionistas, os exageracionistas e os realistas

A ser sincero, negar mesmo a existência do vírus não se vê praticamente ninguém, a não ser na modalidade hegeliana: nego que nego que o vírus exista, e na dupla negativa, confirmo, então, sua existência.

O que temos em profusão são os ‘exageracionistas’, uma espécie de acionistas que exageram as dimensões da pandemia, porque dela vivem, e assim, tanto melhor, quanto mais exageram: dispensam-se licitações, vendem-se mais jornais, prendendo-se a todos em casa, onde sem mais gastos, fatura-se ofertando velhas novelas, ganhando assim poder pelo pavor incutido.

Verdade verdadeira, em perfeito giro semântico, estes (exageracionistas) é que são ‘negacionistas’, na medida em que negam a realidade, esta que diz que no Brasil a taxa de mortalidade é baixíssima, seja quando comparada espacialmente com outros países, mesmo quando comparada intestinamente, já que no Brasil outras doenças matam dezenas de vezes mais.

Os realistas, tratam pois da verdade, não inflam, não diminuem.

Mas, enfim, é tudo uma questão de sinceridade, verdade e linguagem, ou não, tal como aquele velho golpe de punguista da praça da Sé, que diante da firme reação da vítima, chegou a polícia, e o ladrão ainda engalfinhado com sua presa, dirige-se aos milicianos, aponta para a vítima e diz: ‘ladrão, estava tentando me furtar!’

P.S. Dos milhares de hospitais vazios no Brasil para tratar do Covid, na técnica terrorista, vale filmar dezenas de vezes apenas aqueles dois ou três que trabalham tensionadamente no limite, para do incêndio de um palito de fósforo, promover a conclusão, de que o mundo chamado Brasil, está ele todinho em chamas.

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