O "desmentido" da CNN: “As investigações não tem nada de devastador”

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A “bomba” que viria no depoimento do ex-ministro Sérgio Moro, não explodiu.

Decepção total daquela imprensa que sempre recebeu verbas milionárias em publicidade oficial do Governo Federal.

Então, a explosão foi transferida para o depoimento do delegado Maurício Valeixo.

Nova desilusão plena da galera.

Sentimento de que tudo deu errado para a turma do mal.

Incansáveis, porém, eles não desistem nunca.

E, nesta terça-feira (12) tentaram uma nova cartada.

De maneira coordenada, toda a extrema-imprensa anunciou que o vídeo da reunião continha um conteúdo devastador.

Um festival de ilações e achismos, forçando a versão de quem acusa sem provas.

Não demorou para que a CNN, mais responsável e disposta a angariar um pouco de credibilidade, desmentisse toda a armação.

Eis o conteúdo da matéria da CNN:

Investigadores diminuem relevância de vídeo de reunião nas apurações
Investigadores com acesso ao vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril exibido na manhã desta quarta-feira às partes envolvidas avaliaram à CNN não haver nele algo que mude o rumo das apurações até agora.
"As gravações não têm nada de devastador! Apenas reações inflamadas acerca de fatos genéricos sem especificidades", disse uma alta fonte envolvida na investigação sobre o vídeo da reunião ministerial.
No vídeo, Bolsonaro cita perseguições à sua família no Rio de Janeiro, base eleitoral sua e de dois de seus filhos, o vereador Carlos e o senador Flávio. O presidente, porém, garantiu em fala à tarde na rampa do Planalto que em nenhum momento citou no vídeo a Superintendência do Rio e nem a PF na reunião.
Na reunião, segundo apurou a CNN, há falas agressivas de ministros a autoridades. O ministro da Educação, Abraham Weintraunb, defendeu que ministros do STF vão para a cadeia e a ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, defendeu a prisão de prefeitos e governadores.
A avaliação, contudo, dentre os investigadores, é a de que o vídeo vai de encontro dos depoimentos prestados na segunda-feira (11) pelo ex-diretor-geral da Polícia Federal Maurício Valeixo, pelo ex-superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Ricardo Saadi, e pelo atual diretor da Agência Brasileira de Inteligência, Alexandre Ramagem.
Segundo outra fonte, os depoimentos mostraram que "ficou clara a pressão pelo presidente Jair Bolsonaro pela substituição do comando da Polícia Federal e da Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, mas não a vinculação ao que os substitutos nos postos fariam no comando desses cargos".
Ainda assim, a avaliação é a de que só será possível uma análise conclusiva após todas as diligências serem feitas.
Nesta terça-feira, estão sendo ouvidos os ministros-generais do Palácio do Planalto: Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo). Mas a expectativa era a de que eles não dariam declarações que comprometessem o presidente.
da Redação
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