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O homem apontado pelo advogado de Bolsonaro como “testemunha-chave” do caso Adélio

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No dia 11 de maio, Frederick Wassef, advogado do presidente Jair Bolsonaro, deu entrevista à TV Bandeirantes dizendo que foi procurado por uma pessoa que poderia provocar uma reviravolta no caso.

Essa pessoa é Cleines Pinto de Oliveira, cabo da Polícia Militar de Minas Gerais.

No dia em que Jair Bolsonaro foi esfaqueado, foi Cleines que tirou Adélio do meio da multidão, deu voz de prisão e o algemou para esperar a chegada da Polícia Civil.

Na mesma entrevista, o advogado de Bolsonaro também fez sérias acusações ao delegado da Polícia Federal Rodrigo Morais, que comandou os inquéritos do caso, mencionando suas ligações com o ex-governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, do PT.

Sobre a testemunha, Wasseff disse o seguinte:

“Ele comprovou com filmes, fotos, com gravações, e esses fatos são sérios. Fiquei absolutamente convencido de que esse policial é capacitado, fala a verdade e não mentiu uma vírgula. Tudo o que falou provou. Foi ele quem prendeu Adélio Bispo”.

E prosseguiu:

“Ele é testemunha presencial que Adélio Bispo não agiu sozinho. Ele me disse claramente o seguinte: ‘Doutor, quando Adélio enfiou a faca para assassinar Jair Bolsonaro tinha uma pessoa próxima ao Bolsonaro e ao federal que o carregava. Essa pessoa agarrou Adélio Bispo. Os comparsas de Adélio Bispo efetuaram socos violentos na cara, fazendo com que Adélio Bispo se soltasse para fugir’.”

O fato é que após essa entrevista de Frederick Wassef, parece que a Polícia Federal apressou-se em encerrar esse 2º inquérito do caso.

Em contrapartida, no relatório, a PF procura desqualificar o advogado de Bolsonaro:

“Frederick Wassef, embora se apresente como advogado da vítima Jair Messias Bolsonaro, não possui procuração nos autos deste inquérito policial, sendo que jamais esteve nesta Polícia Federal para consultar as investigações, para indicar testemunhas ou para propor diligencias”, escreveu o delegado Rodrigo Morais.

E, da mesma forma, age em relação à testemunha:

“Tem-se que as declarações feitas pelo advogado Frederick Wassef, entendidas por ele como de enorme potencial elucidativo para a investigação, foram detidamente investigadas neste inquérito policial, sendo que a suposta testemunha em nada contribuiu, até o momento, para a apuração dos fatos”.

Assim, esse 2º inquérito foi dado como encerrado. Sem, inclusive, uma decisão final da Justiça sobre a quebra de sigilo do celular do advogado de Adélio.

Sem dúvida, tudo muito estranho...

Fonte: Revista Veja

da Redação
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