Prisão, abandono do PT e pressão da família fazem Delcídio repensar delação premiada

O senador Delcídio do Amaral, ex-líder do governo no senado, está a beira da 'explosão', indignado com a cúpula do PT, com o governo, com o ex-presidente Lula e com a presidente Dilma Roussef,
Recluso numa cela improvisada de menos de 20 metros quadrados na sede do Batalhão de Trânsito em Brasília, o senador de Mato Grosso do Sul, que logo que foi preso chegou a desenhar o caminho da delação, com a contratação do advogado Antonio Figueiredo Basto, reconhecido especialista no assunto, voltou atrás. Forças ocultas tiveram atuação preponderante neste sentido.
Entretanto, relegado ao abandono, sentindo-se traido e sendo pressionado pela esposa Maika e pelas filhas Maria Eduarda e Maria Eugênia, Delcídio está no limite de sua paciência, cheio de rancor e novamente disposto a um acordo em troca da liberdade.
O acordo de delação premiada é cada vez mais inevitável e Delcídio já teria estipulado até mesmo uma data para a decisão: depois do julgamento de um agravo regimental interposto contra a decisão do ministro do STF Teori Zavascki, que impediu a sua soltura no fim do ano.
Se o agravo for negado, Delcídio vai para o acordo com o Ministério Público.
Os advogados responsáveis pelo caso já começaram a relacionar as informações que ele poderá acrescentar às investigações. Ocorreram até negociações preliminares com procuradores. Um esboço do que poderá ser a delação de Delcídio está redigido e em posse de membros da força tarefa da Lava Jato. 
Maika, a esposa, ao lado das filhas, se mudou do Mato Grosso do Sul para Florianópolis, onde a família possui um imóvel. Em suas conversas com o senador, Maika faz questão de lembrar o que chama de abandono a que o marido vem sendo submetido.
A provável delação de Delcídio tem potencial devastador. Ele não deve apenas confirmar o relato de outros delatores. Deverá ir além. Próximo do governo dos últimos três presidentes, ex-militante tucano e profundo conhecedor da área de energia no País, Delcídio tem conhecimento, de fato, para confirmar se os mandatários do Planalto sabiam da existência do Petrolão e, mais ainda, se apoiaram ou se beneficiaram diretamente do esquema.
da Redação

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