O ocaso de um homem brilhante

Como todo político iniciante, o sr. Sérgio Fernando Moro caiu na cilada armada por seus correligionários do partido que fica em cima do muro.

O homem que seria um candidato IMBATÍVEL em qualquer eleição que disputasse, para qualquer cargo eletivo que fosse, caso permanecesse fiel ao Presidente Jair Messias Bolsonaro.

Sim, Sérgio Moro seria eleito para QUALQUER CARGO!

Poderia ser a opção perfeita para ser o vice de Jair Bolsonaro em 2022.

Ou, com muito mais experiência em como lidar com as raposas felpudas do Congresso Nacional e seus trezentos picaretas, seria o cabeça de chapa perfeito em 2026.

SERIA eleito no primeiro turno, fácil!

Sergio Moro daria a largada na corrida eleitoral, partindo de um piso de, no mínimo de 57.797.847 votos.

Mas, o Homem do Ano, o Paladino da Justiça, o homem que estava acima de qualquer suspeita, perto da divina posição de estar acima do bem e do mal, o homem que no Brasil era tido como o selo da medida da Justiça, cheio de Harvardiana sabedoria e perfeito em formosura se revelou ser, apenas, mais um simples “omem”.

Era o candidato perfeito nos seus caminhos, desde o dia em que foi criado pala mídia, e consagrado pela população, até que, traiçoeiramente cedeu à iniquidade imaginando que poderia subir no Planalto, e por sua caneta ministerial acima da caneta Bic presidencial, e impor os seus devaneios valeixianos, e por fim, fraudulentamente intimidar e “imptimar” Jair, o MESSIAS, Bolsonaro.

Criatura inocente, impulsionado pelos disparos da mídia que sente saudades dos tempos que era diária e bilionariamente comprada, imaginou que num lance impensado do destino subiria sobre as alturas das nuvens, e seria semelhante ao Altíssimo Presidente.

E contudo, como bom e descartável “idiota útil” de Gramsci, será levado ao inferno, ao mais profundo do abismo da rejeição pública.

Os petistas e demais asseclas, publicamente não o dizem, mas, em suas rodas íntimas, riem e perguntam: “É este o homem que fazia as calças de Luís Inepto Lula da Silva serem borradas? E que fazia tremer as empreiteiras e o amigo do amigo do meu pai? Que punha o Establishment como o deserto, e assolava o Mecanismo?

Ocorre que este homem que seria de bom grado nosso Presidente Perfeito de primeiro de janeiro de 2027 até 31 de dezembro de 2033, inocentemente caiu na esparrela de Dória, o mesmo que tentou atrair o Guedes.

Dória traiu a população da cidade São Paulo.

Dória traiu seu mentor político, Geraldo – chuchu - Alckmin.

O ex-candidato-perfeito ainda não sabe, mas é o próximo da Blacklist.

Será que aquele-que-era-para-ser-mas-nunca-será realmente pensou que seus convivas queriam seu bem?

Será que o futuro-só-que-não candidato tucano pensava que o Dória iria ver seu crescimento como CANDIDATO IMBATÍVEL que o venceria na convenção do PSDB com os dois pés nas costas, sem fazer nada?

Como a população via este senhor? Como o herói que prendeu o BANDIDO...

Como a população o vê agora? Como o TRAÍRA que sacaneou o MOCINHO do filme.

Adélio, pelo menos deu a facada de frente...

Denílson Faleiro de Souza. Advogado.

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