Moro sugere que TSE ouça delatores e pode sacramentar cassação da chapa Dilma/Temer

Em ofício enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em outubro de 2015, o juiz federal Sergio Moro encaminhou inúmeros documentos comprobatórios de que houve repasse de propina a campanhas eleitorais em troca de contratos da Petrobras.
'Destaco que na sentença prolatada na ação penal 5012331-04.2015.404.7000 reputou-se comprovado o direcionamento de propinas acertadas no esquema criminoso da Petrobras para doações eleitorais registradas', assinalou Moro.
De acordo com a sentença referida, o diretório nacional do PT teria recebido propina de 4,26 milhões de reais, entre 2008 e 2012. 
O dinheiro ilícito era repassado por Renato Duque, então diretor de Serviços da Petrobras, para empresas de Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, que fazia a doação para o Partido dos Trabalhadores. Foi esta ação que resultou na condenação do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.
Moro nominou os delatores que podem ser decisivos no desfecho do processo que tramita na Justiça Eleitoral.
'Saliento que os criminosos colaboradores Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa, Pedro José Barusco Filho, Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, Milton Pascowitch e Ricardo Ribeiro Pessoa declararam que parte dos recursos acertados no esquema criminoso da Petrobras era destinada a doações eleitorais registradas e não-registradas. Como os depoimentos abrangem diversos assuntos, seria talvez oportuno que fossem ouvidos diretamente pelo Tribunal Superior Eleitoral a fim de verificar se têm informações pertinentes'.
Com a recente posse do ministro Gilmar Mendes na presidência do TSE, acredita-se que a ação que tramita contra a chapa Dilma/Temer ganhe celeridade e seja julgada brevemente.
Além desses fatos, circula notícia de que os delatores teriam entregue áudios e vídeos que comprovariam achaque realizado pelo petista Edinho Silva para que a empreiteira Andrade Gutierrez fizesse doações para a campanha de reeleição de Dilma Rousseff.
Edinho Silva foi o Tesoureiro da campanha petista de Dilma em 2014 e atualmente está no cargo de ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
Caso confirmado, a única alternativa do Tribunal Superior Eleitoral será cassar os mandatos da presidente Dilma Rousseff e do vice-presidente Michel Temer. 
da Redação

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