Herança: O que você pretende deixar para seus filhos?

É comum que patriarcas e mães de família trabalhem para deixar seus herdeiros bem.

Muitos de nós fazem sacrifícios para ampliar o patrimônio em volume e qualidade, investindo em imóveis por exemplo; outros investem negócios próprios ou de outrem; na bolsa de valores; lavoura ou pecuária; há quem invista em marketing multinível...  Isso não importa: o oportunismo é que pauta, via de regra, aquele que tem tino comercial, para comprar “na baixa” e vender “na alta”. Meio óbvio isso, não é?

É aí que me pergunto: “O que impede a maioria das pessoas de perceber o meio ambiente como um ativo valioso, de potencial incalculável, que está em baixa e não demanda que se lance mão dos recursos tradicionais ao investimento: demanda mudança de atitude. É! Tá constrangido? Liga não, isso passa assim que você perceber como é fácil investir na Terra. 

A ideia é escancarar pra todos que a tão falada “construção de um mundo melhor” é obra empacada na sua resistência ao novo e no comodismo que isso acarreta. Discorda? Deixe nos comentários sua indignação, será um prazer conhecer seus motivos.

Pasme, mas coisas simples como levar ao bolso da calça a embalagem do chiclete que você vai mascar, para dispensá-lo no local adequado, não é, como muitos pensam, “coisa de frozô”. Há quem seja ridicularizado por devolver o troco errado, por selecionar o lixo, por armazenar em local adequado as pilhas e baterias exauridas.

Há discriminação (não é preconceito) com quem segue as regras. Não acredita? Experimente num dia útil qualquer, só fazer as coisas como devem ser feitas. Alguém pode estar pensando: “Oras! Fazer a coisa certa é o óbvio!” Ahã, é sim. Tente, é um convite.

Seja amável e cordial; não faça a ninguém aquilo que lhe desagradaria ser a você dirigido ou dedicado; no trânsito, não avance sinal vermelho, seja cortês, dê preferência pra quem a tem – do mais fraco pro mais forte, não troque de faixa ou faça conversões sem sinalizar com boa antecedência, seja prudente, coloque-se no lugar do outro, não obstrua vagas de deficientes, idosos ou acesso a nenhum portão nem em guias rebaixadas; no trabalho, economize o máximo – desde copos descartáveis, luz, telefone e faça tudo que estiver ao seu alcance para colaborar com bons resultados.

Em casa, seja sempre atento e exemplifique, demonstre como se deve fazer as coisas – em detrimento de discursos vazios, decorados e desmentidos pela própria conduta – seja um cara legal com o mundo por um dia!

Não é fácil, não é fácil...

Antes que haja uma grita, antes que alguém me atire pedras, adianto que não pretendo ser um São Francisco da vida. “Você consegue tudo isso, João Henrique?”. É claro que não! Sou grosseirão e tosco, mas tenho boa visão do mundo que habito. Tenho um papel na sociedade que é comunicar; compartilhar meu ponto de vista e dar voz aos mudos (emudecidos) com quem convivo.

Ali falo do transporte público – sou usuário comum, estudante e trabalhador – uso o transporte público por opção. Acolá, falo de cidadania, urge o debate.

Em alguns dias voltarei a usar bicicleta como meio de transporte. E isso sim é demonstração, é ação efetiva pra deixar um mundo melhor pra os seus herdeiros – já que não os tenho. 

Já pensou que ando de busão e agora de bike, pelos teus filhos e netos? Pense um pouco.

Quando perceber a Terra como um ativo, é certo que vais investir nela. Até lá, o chato aqui vai te lembrando em doses... homeopáticas?

Bom dia!

João Henrique de Miranda Sá 

Escritor e redator autônomo

jhmirandasa1931@outlook.com

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João Henrique de Miranda Sá

Jornalista independente em Campo Grande - MS.

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