Frota terá um fim deprimente: Advogados representam na PGR por crime contra a Lei de Segurança Nacional

As manifestações do último dia 31 de maio estão rendendo até hoje.

Um grupo de advogados promoveu ao Procurador-Geral da República, Augusto Aras, representação contra o Deputado Federal por São Paulo, Alexandre Frota, em razão de várias postagens em redes sociais com incitações à violência e o ódio contra os apoiadores do Presidente Jair Bolsonaro que participaram das manifestações de domingo, classificando-os como “fascistas”.

Em uma das postagens, segundo os advogados, Frota “marcou” em um tweet de resposta ao ex-Presidente Lula, a torcida Gaviões da Fiel e o grupo “Antifas”, considerado como organização terrorista pelo governo americano, convocando-os para as ruas e irem à “guerra” contra os “fascistas”.

Em outro tweet, Frota declarou:

“Seja mulher, seja negro, seja criança, seja gay, se for fascista, será morto!"

“É inadmissível em um Estado de Direito que representantes do povo, eleitos, profiram expressões com tamanho ódio e desrespeito à vida e à diversidade política”, disse um dos advogados representantes.

Ainda de acordo com o grupo, Alexandre Frota incorreu em delitos previstos na Lei de Segurança Nacional (7170/83), quando “incita pessoas violentas, através de torcidas organizadas e grupos classificados como terroristas, para a prática de atos contra pessoas, policiais, semeando o terror para alcançarem objetivamente a desordem”.

O propósito de grupos como esses, finaliza um dos advogados, “tem o claro objetivo de desestabilizar a sociedade e implantação do caos social”, buscando, sem sombra de dúvidas, “o viés político e que surfa na onda do Coronavírus para destruir o atual governo, por eles classificado como anti-democrático, o que é uma completa inversão de valores”.

“Não é possível acreditar que essas pessoas acreditam que crianças, idosos, mulheres, famílias, sejam classificadas como fascistas. Nosso dever, como advogados, é defender as leis, a Constituição e o Estado de Direito. Foi isso que prometemos quando assumimos o múnus público da advocacia”, finaliza indignado um dos advogados representantes.

A representação foi protocolizada ao PGR (02/06) e aguarda encaminhamento e está registrada sob o número 20200114973.

Confira:

da Redação

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