Esquerdista tentam boicotar empresários como se conseguissem sobreviver sozinhos (veja o vídeo)

Grupos de boicote: justiça social ou ação comercial?

Em Santos, litoral paulista, um grupo privado no Facebook fomenta boicote a empresas de "bolsominions" que protestaram contra a quarentena. Não acho que seja um bom caminho, mas quem quer seguir por ele deveria ser coerente e não trabalhar em empresas de "bolsominions" e nem atender clientes com essa orientação política.

Em vez de grupo privado, essas pessoas poderiam usar um avatar nas redes sociais sinalizando para que não sejam contratadas por empresas de "bolsominions". Prestadores de serviços poderiam avisar que eleitores de Bolsonaro não são bem vindos. Seria uma trágica experiência social ver esquerdistas dependendo só de esquerdistas.

A primeira coisa que se nota é o sentimento de vingança e incapacidade. Na incapacidade de prosperar, resta destruir os negócios dos outros. Dá até para desconfiar que essa iniciativa é só uma ação comercial de destruição de concorrentes. Uma tática de sobrevivência na crise, que conta com apoio de uma legião de ressentidinhos.

A segunda coisa é a falta de consciência social de quem abraça esse tipo de campanha. É gente que não compreende que desemprego afeta a todos, direta ou indiretamente. Não será surpresa se tiver funcionário público envolvido, ou gente que vive às custas dos outros.

Vale dizer que essa iniciativa não é nova, nem mesmo local. Em março, jornalistas e "celebridades" da mídia nacional já estavam incentivando boicote a empresas que não queriam aderir à quarentena. Essa é a turma que está "preocupada com o bem do próximo".

Confira:

Herbert Passos Neto

Jornalista. Analista e ativista político.

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