Com credibilidade não se brinca!

Esse é o título de um livro organizado por Luciane Lucas, que recomendo.

Desde menino sempre quis ser advogado.

Naqueles tempos - a advocacia andava meio manjada e sem crédito. Logo percebi que era uma carreira que exigia ser construída sob fundamentos sólidos do estudo contínuo e ininterrupto. Que os principais pilares eram os da prevenção, prontidão sempre agindo para proteger pessoas (físicas e jurídicas) com extrema segurança e confiança.

Também soube desde o início que o argumento é a arma do advogado, que "avoca" para si, como se fosse seu, o direito que reconhece como sendo do cliente.

E, para que o argumento seja crível, compreensível, confiável, tenha crédito, transmita certeza e fidedignidade, precisa ser bem exposto através de uma boa comunicação feita sempre de boa fé.

Perdeu algum - seja qual for - desses complexos elementos, bao bao o bom direito do cliente e adeus reputação.

Daí que, além do fato de Deus ter me dado a graça de ter somente clientes inocentes, ganhei boas causas que deveria ter ganho, mas também outras que poderia ter perdido, não tivesses alguns dos meus adversário errado a mão no critério credibilidade.

Para aprender a me comunicar com clareza, estudei muito teoria do argumento, lógica e oratória.

Sem querer ser mais do que sou, no mais das vezes, pela experiência de já ter vivido muito, consigo ver com certa facilidade o desmoronamento da credibilidade de quem perdeu esse predicado.

E o que percebo no Brasil de hoje é o desmoronamento econômico e de notoriedade de toda a grande mídia brasileira. Notadamente a Rede Globo, a Folha de São Paulo, o Estado de São Paulo, Veja, Isto É, e alguns portais como o UOL, TERRA que afundam na lamaçal que eles próprios prepararam para si.

Primeiro perderam a mão da gestão do negócio, quando ficaram na dependência da verba fácil do erário paga pelos impostos vindos do trabalho difícil do contribuinte.

Há todo um universo de interesses e de dependência no entorno destas operações econômicas que já foram extremamente lucrativas.

Buscaram ajustar as velas para chantagear o poder público na esperança de uma volta ao passado.

Pouco a pouco dilapidaram o verdadeiro patrimônio: sua excelência a audiência, o leitor, o assinante. E ai, já era!

Então, esses veículos hoje não falam para mais ninguém, não formam opinião de ninguém, não convencem mais ninguém! Ou seja: são veículos de comunicação que não comunicam mais nada. Talvez uma minguadíssima parcela da população que não percebeu ainda, a derrocada morro abaixo desses "maus negócios".

Por isso o fenômeno do novo hábito das mídias sociais ter explodido. E com ele os novos tempos.

É bem por isso que nem eu, nem você, nem Bolsonaro devemos mais perder tempo com quem perdeu para sempre a credibilidade!

O que eles tem a dizer que efetivamente nos interessa? Nada! Absolutamente nada!

Deixemos eles se comunicar e latir para as paredes!

Luiz Carlos Nemetz

Advogado membro do Conselho Gestor da Nemetz, Kuhnen, Dalmarco & Pamplona Novaes, professor, autor de obras na área do direito e literárias e conferencista.
@LCNemetz

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