Acusado de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso, Renan consegue protelar julgamento

O processo que tramita no STF já estava na pauta de julgamento, ou seja, pronto para receber o veredito do Supremo Tribunal Federal.
Entretanto, a defesa de Renan Calheiros encaminhou uma petição alegando que há uma falha processual que pode afetar o julgamento pelo plenário. 
Diante disso, para evitar nulidades, Fachin retirou o caso de pauta e encaminhou os argumentos da defesa para parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Na denúncia, que chegou ao STF em 2013, Renan é acusado de cometer os crimes de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso. A acusação tem como base o escândalo que está sob investigação desde 2007, pelo suposto recebimento de propina pelo parlamentar da construtora Mendes Júnior para apresentar emendas que beneficiariam a empreiteira. Em troca, o peemedebista teria as despesas pessoais da jornalista Monica Veloso, com quem mantinha relacionamento extraconjugal, pagas pela empresa.
Para comprovar um ganho de 1,9 milhão de reais, na ocasião, Renan apresentou recibos de venda de gado em Alagoas. Os documentos foram apresentados ao Conselho de Ética do Senado. A suspeita dos investigadores é de que as notas sejam frias, com falsificação dos documentos para justificar o patrimônio.
Fachin liberou o caso para ser julgado pelo plenário no último dia 2. O ministro assumiu a relatoria do caso ao entrar na Corte, em junho do ano passado. O relator original do processo era o ministro Ricardo Lewandowski, que deixou o processo ao assumir a presidência do Tribunal. Só após a chegada da manifestação da PGR sobre os argumentos da defesa de Calheiros, Fachin irá avaliar o caso e decidir sobre a nova liberação das denúncias para inclusão na pauta de julgamentos.
da Redação

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