A desonestidade intelectual da esquerda: Idealismo barato e pregação de igualdade e de proteção de minorias que não se sustenta

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"Não há ninguém tão bobo como um esquerdista sincero. Ele não sabe nada. Apenas aceita o que meia dúzia de imbecis lhe dão para dizer."

A frase do saudoso Nelson Rodrigues é um retrato desse mosaico de horrores que observamos nas redes sociais.

As pessoas vão reproduzindo pensamentos e ideais que mataram, terrivelmente, nas famosas ditaduras vermelhas (Antiga União Soviética, Camboja, China...), cerca de 85 milhões de pessoas, de acordo com o “Livro Negro do Comunismo”.

Estão míopes com um idealismo barato e uma pregação de igualdade e de proteção de minorias que não se sustenta, porque historicamente todos os países que foram socialistas tinham expressivas desigualdades (como a China) e marginalizaram abertamente grupos minoritários (União Soviética).

Um grave problema da ideologia socialista é a desonestidade intelectual. Com uma retórica romântica de luta de classes e mensagem de revolução política, que pavimentaria uma igualdade social, esse pensamento tem a ditadura estatal como norte e uma ruptura dos valores que ao longo da história foram, e ainda são, os pilares da sociedade, como a filosofia grega e o cristianismo.

Diferente do conservadorismo moderno, de Edmund Burke, que busca preservar valores, costumes e instituições, reformando o que está equivocado; a esquerda parte de um princípio de destruir para construir, em um cenário subjetivo que sempre desemboca em uma repressão, ou armada ou de pensamento.

E o que temos no Brasil hoje é um culto patético a esse pensamento, fruto de 30 anos de ensino que se voltou mais para doutrinação e bem menos para o conhecimento. Os alunos saem das escolas e universidades achando que ser inteligente é o mesmo que ser crítico a algo ou alguém.

O ensino superior forma militantes, com o pensamento enviesado do Italiano Antônio Gramsci, que pregava a ideologia marxista não sob o prisma de luta de classes, mas de uma transformação da estrutura cultural. O objetivo é enfraquecer as bases culturais para introduzir novos pensamentos por meio da educação formal, mídia, partidos políticos e por aí vai.

Todos esses atores são protagonistas dessa história inventada, que faz muitos enxergarem a realidade partindo de uma ilusão de alguns homens (Karl Marx e Friedrich Engels), que tiveram muitos devaneios e pensamentos desconexos, fizeram rascunhos de gaveta e depois alguns livros vazios de sentido pragmático; e 200 anos depois continuamos achando que isso era para ter sentido.

O querido Nelson Rodrigues estava certo quando, finalizando o pensamento do início desse texto, emendou:

"sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta."

Thiago Lagares. Jornalista.

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