A lógica da reabertura: Já passou o pico da farra com dinheiro público (veja o vídeo)

Durante o mês de maio, o governador João Doria e alguns de seus prefeitos amestrados cobravam mais adesão à quarentena. Até ameaçavam a população, dizendo que se o nível de adesão não aumentasse, as medidas restritivas seriam ainda mais duras.

Nos últimos dias, no entanto, como num passe de mágica, eles iniciaram o plano de flexibilização, também chamado de "quarentena inteligente" ou quarentena consciente, deixando subentendido aquilo que muita gente já havia percebido: a quarentena foi uma medida burra e inconsciente.

O que eu quero saber é o seguinte: qual é a lógica disso? Se agora, com centenas de milhares de casos de covid-19, o comércio pode funcionar seguindo protocolos, por que não podia antes, quando havia apenas algumas poucas centenas?

Será que é a mesma lógica que reduziu as frotas de ônibus e aglomerou mais gente nos transportes coletivos? Será que é a mesma lógica que expôs as pessoas à contaminação nos trens e metrôs para proteger a saúde financeira das empresas do setor? Ou será que apenas acabou o dinheiro para gastos emergenciais?

Já repararam que ninguém mais fala em pico de contaminação, nem em “curva”? O pico não tinha ficado para junho? Será que eles estavam esperando o pico para reabrir as coisas? É isso mesmo?

Será que querem aumentar a contaminação para justificar um lockdown futuro e adiar as eleições? Ou será que tudo não passou de um grande exagero, só para manter as pessoas em casa enquanto políticos gastam dinheiro público sem licitação à vontade?

Pelo jeito, o pico que já passou é o da farra com dinheiro público. Agora, que os mais pobres e a classe média começam a sofrer a maior onda de desemprego da história, é hora de proteger os prestativos milionários que colaboram com políticos. Afinal, as eleições se aproximam.

Confira:

Herbert Passos Neto

Jornalista. Analista e ativista político.

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