O caso de menino Antony, assassinado com apenas 3 anos de vida pelo padrasto

Antony, de apenas 3 anos, foi espancado até a morte por seu padrasto, de 33 anos, que cumpriu pena no presídio de Muriaé, em Minas Gerais, por crimes contra o patrimônio (roubo, furto, receptação…).

A mãe da vítima conheceu o criminoso durante o período desse no presídio daquela cidade, estando efetivamente juntos há sete meses, e está grávida de dois meses. Ela tem também uma filha de 6 anos e todos moram no bairro Poço das Pedras, em Lima Duarte, Minas Gerais. A cidade fica há 60 km de Juiz de Fora.

O crime ocorreu na noite da última segunda-feira (1), dentro da residência do casal, mas o assassinato foi descoberto após exames realizados dentro do IML, na madrugada de terça-feira (2). A médica legista constatou que o motivo da morte foram múltiplas fraturas torácicas e abdominais. A mãe foi conivente com o espancamento e agora acusa o padrasto.

Ainda segundo ela, a motivação do assassinato seria um incidente banal. A criança estava na fase de desfralde e deixou escapar um pouco de xixi e cocô na cama do casal. O próprio padrasto confessou o crime e confirmou a motivação.

A Delegacia Especializada em Homicídios da Inspetoria Regional de Investigadores manteve homens no IML e assim que o assassino apareceu, foi detido e levado sob custódia. Há informações de que houve outros espancamentos e maus tratos. O padrasto responderá por homicídio duplamente qualificado por causa da motivação banal e dos meios brutais de execução.

Segundo o delegado do caso, Dr. Rodrigo Rolli, há um histórico de maus tratos e abandono da mãe, que tem 26 anos, e a conduta da mesma também será investigada.

Com informações do jornal Tribuna de Minas.

Roberto Lacerda Barricelli

Jornalista e Historiador. Autor do livro "Em Defesa da Vida".

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