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Todos Juntos Agora - #AllTogetherNow

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Estamos todos vendo que há um golpe em curso, capitaneado pela cúpula do judiciário e acolitado por muitos parlamentares do legislativo. Há realmente indícios de uma ação bem orquestrada, inquisitória, para retirar Jair Bolsonaro do cargo de Presidente da República a todo custo e contra a vontade da maioria da população.

Estamos em pleno jogo, no sentido político, administrativo, econômico e até bélico da palavra.

Jogo é uma situação em que pelo menos dois participantes tomam decisões estratégicas, levando em consideração as propostas e respostas dos demais. Cada participante busca recompensas e benefícios.

Quando existe a possibilidade de ações e condutas em grupo dos participantes, podendo haver entre eles o estabelecimento de vínculos e planejamento de estratégias comuns, chamamos a isso de jogo cooperativo. Ao contrário, quando cada participante age isolada e individualmente, sem poder estabelecer estratégias comuns com outros, chamamos a isso de jogo não-cooperativo.

Quando há em um jogo com vários participantes e a maior parte deles estabelece entre si estratégias e objetivos em comum, criando um jogo cooperativo e parcial, e o fazem em detrimento de um outro participante em específico, temos uma situação de conluio, ou cartel, cujo resultado costuma ser a derrota do participante que fica isolado.

As estratégias que o grupo em conluio adota para derrubar o participante isolado é dita estratégia ótima, quando há o máximo resultado pelos mínimos esforços de cada um dos participantes desse conluio.

Ora, desde há muito tempo, vimos apontando as inconstitucionalidades, ilegalidades, desmandos, calúnias e demais ações orquestradas de parlamentares de esquerda, de sectários do Partido das Trevas e demais “puxadinhos”, bem como dos ministros do STF, contra o Presidente da República. Não foram poucos os artigos, de vários autores, mostrando as parcialidades, os excessos cometidos, as narrativas e ameaças vazias, que foram divulgadas e propagadas pelos atores que acabei de apontar, e que causaram rebuliço e alvoroço da minoria rancorosa e barulhenta derrotada nas últimas eleições.

A bem da verdade, o que estamos vendo é um grupo de pessoas, muitos dos quais ocupam cargos de cúpula no legislativo, no judiciário e até no executivo, tentando de modo desesperado e até meio atabalhoado, resgatar e retomar o poder que perderam nas últimas eleições – é um “tapetão” para anular o campeonato.

Em específico, pode-se apontar três subgrupos: o dos políticos corruptos, da velha imprensa (ora moribunda por não ter mais acesso ao dinheiro público) e os sectários da esquerda, que têm em comum a dependência do dinheiro público, para a qual até cunhei um termo: “democrimatetismo”, de “demos”, povo e “crimatos”, dinheiro, com o sufixo “ismo”, indicando a conduta, que parece doentia ou maníaca.

Esses três subgrupos indicados sabem que:

  1. Não têm apoio popular suficiente para insuflar um impeachment do Presidente da República, como vimos pelas pífias “manifestações democráticas”, que sequer reuniram 500 pessoas, em duas oportunidades e apelando para o chamamento de torcidas organizadas;

  2. Não têm maioria confortável no Congresso, para essa malsinada tentativa de emplacar o impeachment do Presidente da República, e pior ainda, não têm um motivo jurídico sólido;

  3. Não têm nenhuma notícia escandalosa que realmente afete a reputação do Presidente, por isso ficam criando factoides vazios, que vão desde a “mártir” Marielle até um simples copo de leite, para tentarem denegrir Jair Bolsonaro. Furos n’água.

Exatamente por isso, a ação está sendo orquestrada entre os participantes do conluio para que a cúpula do judiciário, que sabemos todos, é o STF, levar a cabo a derrubada do Presidente.

É quase uma “delegação”, com contornos de tráfico de influência política para um órgão que deveria ser judicial, que está sendo materializada no famigerado e inconstitucional “inquérito” (na verdade, um monstrengo jurídico) que Alexandre de Moraes está tocando, aos trancos e barrancos.

Os indícios da formação do conluio são vários, e ontem, em especial, uma postagem do presidente do congresso nacional chamou-me a atenção, não pelo que está escrito, mas pelo que não está:

Vejam que ele suprimiu o Poder Executivo, como se este não existisse!

Novamente, usam e abusam da palavra “democracia”, como se essa fosse um condomínio exclusivo, do qual parece que o Executivo não é participante! Exatamente como apontei no parágrafo acima, a respeito de jogos cooperativos e não-cooperativos: isolamento de um participante do jogo, até sua exclusão.

Aparentemente, o jogo está sendo conduzido com duas conclusões ou finalidades alternativas, passíveis de suposição lógica:

  1. Colocar o Presidente da República contra a parede, para que este tome um atitude drástica, que depois geraria uma infinidade de reclamações e ações, em âmbito nacional e internacional, de violação da estabilidade institucional e ruptura de direitos humanos;

  2. Na inatividade, na ausência de reação do Poder Executivo, levar a cabo desde a derrubada do Presidente até a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão.

Até pouco tempo atrás, não houve ações efetivas, mas somente discursos e narrativas de lado a lado.

Contudo o tom foi subindo, com acusações e comparações injuriosas, como o paralelo que um ministro do STF fez do atual governo com a ascensão do partido nazista na Alemanha dos anos 20/30 do século passado – e esse mesmo ministro havia divulgado, quiçá criminosamente (artigo 28 da Lei de Abuso de Autoridade), o vídeo da reunião ministerial que tanta polêmica causou nas redes sociais.

Contudo, nos últimos dias, com as ordens de busca e apreensão contra jornalistas apoiadores do Governo, culminando na prisão de uma militante pró-Bolsonaro e lembrando das prisões de manifestantes que haviam se postado diante do apartamento do ministro Alexandre de Moraes, passaram da teoria à prática, e isso fez acender uma luz amarela para o eleitorado que colocou o Presidente no Planalto.

Pelo contraste de tratamento e pelas tíbias fundamentações tanto das buscas e apreensões quanto das prisões, ficou óbvio a todos que à oposição tudo é legítimo, na ótica desse STF, desde vazamento de informações por um tabloide que intercepta mensagens na internet e as publica e cujo principal jornalista recebeu até “salvo conduto” por parte de um outro ministro da mesma corte, até a apresentação de torcidas organizadas como “movimentos democráticos”, enquanto se criminaliza o apoio ao Presidente.

Aliás, uma medida estarrecedora, a par das anteriores citadas, ocorreu também ontem: a quebra de sigilo bancário dos deputados no ilegal “inquérito” conduzido pela corte.

Lembrem a Alexandre de Moraes que esse precedente vai atingir a todos os deputados e senadores, mas por ora está sendo aplicado de forma bastante seletiva, até porque o sigilo bancário de Rodrigo Maia, por exemplo não foi quebrado ainda, no caso em que ele está sendo acusado de envolvimento pela Odebrecht.

A determinação do STF, nesse sentido, assemelha-se à tática do “terror exemplificativo”, de Mao Tsé Tung, que durante seu processo de tomada do poder dizia: “Mate um camponês para impor o comunismo, e assustarás outros dez mil”. Ora, foi isso que o STF fez, pois com essa quebra de sigilo, está colocando os demais deputados sob ameaça, na verdade. Bom que o legislativo perceba que uma ditadura do judiciário não interessa a ninguém, pois contra ela não há a quem recorrer (Rui Barbosa).

Essas ações e determinações do STF e de parte do Legislativo, contudo, foram adequada e vigorosamente respondidas por uma thread do Presidente da República, na madrugada de hoje, cujo primeiro tuíte é a imagem de capa deste artigo (cliquem no hiperlink em “thread” para ler).

Com isso, neste dia 17 de junho, a nação está em suspense. Por certo, não se pode permitir mais as audaciosas ações que a cúpula do judiciário e parte do legislativo estão tomando contra a estabilidade institucional deste país. É hora do basta!

Adotem e divulguem a tag #AllTogetherNow !!!

Fábio Talhari - (Vida Destra, 17/6/2020).

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