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Manter Sara presa, entre verdadeiros criminosos, mostra o quão baixo chegamos enquanto país

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Não conheço Sara Winter.

Provavelmente nunca a conhecerei.

Tampouco simpatizo com seus métodos;

ao contrário: são opostos — radicalmente — do que busco adotar. Atualmente, a paternidade me aproximou da máxima: “ando devagar, porque já tive pressa...” — de Almir Sater e Renato Teixeira.

E chegou a hora do “...mas”: mas, no entanto, todavia, esta menina acaba de ser transferida para um presídio comum, em Brasília.

E eu seria um covarde moral de compactuar com tamanha obscenidade, pois é assim que vejo, por parte do Sr. Alexandre de Moraes. Sempre bom lembrar que tudo isso começou via PGR — Augusto Aras.

José Dirceu está solto.

Lula está solto.

Milhares de presos, inclusive integrantes do PCC, foram soltos “pelo coronavírus”, nos últimos tempos; mas a jovem, talvez sem os freios que a maturidade lhe trará, merece o calabouço.

É simplesmente inacreditável.

Inacreditável, pois somos testemunhas da quantidade de absurdos, ainda mais em tempos de redes sociais, proferidos no calor do momento.

É atriz desejando a morte do presidente;

São grupos radicais de esquerda falando em fuzilar a burguesia; traficante pego em flagrante com fuzil e liberado pela justiça; e incontáveis outros exemplos.

Se for prender todo mundo que falou algo absurdo nas redes sociais, realmente faltará cimento para tanta cadeia.

Jogar esta jovem na cova dos leões, no meio de verdadeiros criminosos condenados, é, ao menos para mim, um sinal do quão baixo chegamos enquanto país.

E, reitero: não, não concordo com os métodos dela.

E repito o que disse há duas semanas: a parte cristã mais difícil, talvez, seja a de praticar a defesa justamente daqueles com quem você não tem amizade ou simpatia.

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