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Transexuais nos esportes femininos: inclusão ou injustiça com as mulheres? (Veja o vídeo)

Entrevista com a treinadora Linda Blade, co-fundadora do movimento Save Women’s Sports

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Após séculos de luta para conquistar liberdade e respeito, mais uma vez os direitos das mulheres estão ameaçados. Desde 2015, quando o Comitê Olímpico Internacional (COI) passou a permitir a participação de atletas transexuais e travestis em competições femininas, as mulheres perderam a chance de competir em pé de igualdade, já que, biologicamente, existe uma diferença de força e desempenho inegáveis. E mais, grupos políticos poderosos estão perseguindo e “cancelando” as atletas e demais profissionais que se posicionam contra a agenda ideológica nos esportes.

A treinadora e ex-atleta Linda Blade, co-fundadora do movimento Save Women’s Sports (Salve os Esportes Femininos) conversou com a TV Jornal da Cidade Online, alertando sobre a injustiça que as atletas mulheres estão sofrendo:

“Nós concordamos, todos concordam que deveria haver um jeito de eles participarem, eles devem participar, mas devemos proteger os esportes femininos, porque os corpos masculinos têm músculos maiores, ossos maiores, coração maior, pulmões maiores, maior volume sanguíneo, talvez eles não sejam tão bons em flexibilidade, artistas performáticos de circo, contorcionistas, ginástica rítmica, mas, na maioria dos outros esportes, eles são dominantes. E começa a ficar mais perigoso, quando são esportes de contato, como futebol, boxe... se torna uma questão de segurança das mulheres também”, destacou Linda, que é presidente da Associação Atlética de Alberta, no Canadá.

Por medo de posicionar e serem acusados de preconceito ou homofobia, muitas atletas mulheres, médicos e professores de educação têm se calado:

“É um dogma ideológico agora, é muito popular, e no Canadá eles têm leis agora contra a discriminação. As pessoas estão com medo e interpretando a lei de um jeito que prejudica as mulheres”, apontou a treinadora.

COI ignora as solicitações do Save Women’s Sports

Linda lembra que as mulheres só tiveram permissão para participar das Olimpíadas modernas em 1900 e só a partir de 1984 começaram a correr em maratonas. “Mas no momento, há uma ideologia e os homens querem vir para nosso esporte e conseguem isso em poucos anos”, ressaltou a treinadora.

Para a treinadora, tem alguma coisa diferente acontecendo, com forças poderosas atuando, já que todos os argumentos lógicos são dados, mesmo assim, o COI não atende às solicitações para que reveja as regras.

“Nenhuma resposta sequer! Estamos escrevendo cartas há dois anos. Todos estão preocupados com a inclusão, não ao bullying, não à discriminação, mas permitir um corpo masculino em um esporte feminino é discriminação com base no sexo biológico”, completa Linda.

O que o movimento Save Women’s Sports pretende é pedir que o COI suspenda a política de inclusão de atletas trans nos esportes femininos, até que se encontre uma maneira de não colocar as mulheres em risco. No site do movimento - https://savewomenssports.com/ - existe uma petição online para quem quiser apoiar a causa.

Veja o vídeo:

da Redação
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