Carta aberta à "velha guarda"... A turma que ainda assiste a Globo, lê a Folha, o Estadão e a Veja

Recebi hoje, de um querido amigo entre os 70 e 80 anos, um texto super saudosista, falando das coisas da moda e dos costumes dos anos 70 e 80.

Lembrou do "orelhão" e das fichas, dos telefones discados, dos fuscas e chevettes, ford galaxies, dodge dart e dos mavericks.

Das matinés nos cinemas, dos carros de praça, do mentex, da bala "toffe", do "drops", da "crush", das calças "Lee", "Levis", "USTop" e boca de sino; das camisas de "banlon; do tênis "bamba".

Das potências que eram o Mappim e a Mesbla, do bronzeador "raiyto de sol", da "cibalena", do "melhoral" do "boa noite", do "Tom e Jerry", do "Tio Patinhas", dos radinhos de pilha, da enceradeira, dos palitos de picolé e das chapinhas de coca-cola premiadas, dos álbuns de figurinhas.

Lembrou que naquela época não havia comida japonesa, tailandesa, indiana nem pizza fininha.

Dos "jacarés" que se pegava nas ondas.

Do misto quente, do movimento "hippies", da Varig, Vasp, Transbrasil e Cruzeiro do Sul.

Das revistas Cruzeiro, Manchete, Playboy, Ele-Ela, Fatos e Fotos, Status, Capricho, Figurino, Manequim e Burda.

Das fotonovelas.

Dos jornais impressos com classificados e tudo.

Dos piqueniques, dos festivais da canção, dos bailes de formatura.

Da paz e do amor.

Tudo passou. Os que viveram aqueles tempos hoje são uma minoria que obrigatoriamente teve que se adaptar aos novos costumes e valores, da informação que acontece na velocidade do pensamento vindos com a internet, com as mídias sociais, e com a tecnologia sem a qual não se vive.

E as mudanças não param.

Só há um hábito que esse grupo restrito ainda mantém: assistir aos noticiários da Rede Globo e ler um ou outro dos decrépitos e decadentes jornais cheirando a mofo que desatualizados ainda insistem de chamar de "grande mídia".

E são exatamente os integrantes dessa lacônica,

pequena e reduzida coletividade, que ainda dá audiência para quem não tem mais nem conteúdo nem valor.

É deles que recebo mensagens assustadas quando a Globo late contra o Governo e contra o Brasil, como se ainda tivesse prestígio ou credibilidade.

Lamento informar aos meus amigos nascidos nos anos 40, 50, 60 e 70 do século passado: a não ser vocês, ninguém mais assiste à Globo, lê a Folha, o Estadão, a Veja e a Isto É, ou suas versões repaginadas como a "Crusoé", por exemplo.

É hora de sair do analógico e partir para o digital. Dar o fora.

Senão daqui a pouco vão chamar vocês de "démodé" cheirando a talco pom-pom, sabonete "phebo" ou perfume "Rastro”.

Para não sair do ar, dá um F5 aí, gente!

Se liga, galera! E vaza!

Luiz Carlos Nemetz

Advogado membro do Conselho Gestor da Nemetz, Kuhnen, Dalmarco & Pamplona Novaes, professor, autor de obras na área do direito e literárias e conferencista.
@LCNemetz

Comentários