Ditadura Socialista: relatos de um conservador brasileiro

Sempre me indaguei sobre como as pessoas podem permitir a ascensão de um governo totalitarista. Pensava ser por medo, talvez por covardia, ou até obediência cegas às leis; mesmo sendo estas imorais, injustas e ditatoriais, muitos entendem que devem ser obedecidas sem pestanejar.

Agora, vejo com clareza, que um regime antidemocrático surge graças a homens bons, moralmente virtuosos, contudo, que não possuem força e ousadia. O silêncio dos bons diante do mal é tão criminoso quanto à ação dos malfeitores. Amor sem justiça é libertinagem, justiça sem força e coragem é ineficaz e impotente.

O Ele não se tornou o fique em casa, somente uma ferramenta de imposição de uma agenda política e ideológica. Claro que diante de uma pandemia cuidados devem ser implementados, especialistas nas mais diversas áreas devem ser ouvidos e um diálogo com toda sociedade deve ser buscado, contudo não foi o que ocorreu.

A esquerda se refere à ciência como se fosse uma entidade que está para além da natureza imperfeita do homem, um ser que surge com respostas certas e seguras diante de qualquer calamidade. Nada poderia ser mais mentiroso.

A ciência é feita de conflitos, discussões e muitos erros em busca de um acerto. Somente vozes que endossavam as políticas autoritárias e ditatoriais de governos e prefeituras foram ouvidas. Michael Levitt, professor da Universidade de Stanford e vencedor de um prêmio Nobel de química, foi uma das muitas vozes a criticar as políticas utilizadas para lidar com a pandemia, acreditando terem sido motivadas por medo e pânico.

A renomada revista The Lancet retirou do ar o estudo que criticava o uso da cloroquina e hidroxicloroquina no tratamento para a Covid-19 depois de questionamento levantado por parte da comunidade científica.

Claro, youtubers de esquerda que afirmaram que o novo coronavírus seria a nova peste negra, levando a um milhão de óbitos, não mostraram ao público o quão rica e diversa em suas análises pode ser a comunidade científica. Não, o que importava era legitimar toda sorte de ações que restringiam a liberdade; cidadãos foram presos e criminosos soltos. Bandidos como Valacir de Alencar líder do PCC (Primeiro Comando da Capital) no estado do Paraná, solto por causa do temor do Covid-19, que rompe a tornozeleira eletrônica e desaparece.

Criminosos como Éder Abrão Filadélfia, estuprador, que também foi beneficiado a ficar em casa por ser hipertenso, parte do grupo de risco, e que tão pronto desfrutou a liberdade, estupra e mata a jovem negra Jenifer Hugo Modesto.

A mídia se calou sobre isso, não todos, mas a maioria sim; a maior parte da mídia é esquerdista e vidas negras somente importam se servem de plataforma politica para impor uma agenda totalitária e discriminatória.

Conservadores estão sendo tratados como criminosos, sofrendo visitas da polícia federal e diante da iminência disso se tornar uma normalidade legitimada e endossada pela mídia, classe artística e parte da classe política, sinto dizer, qualquer avanço na área econômica e de infra-estrutura perde seu valor. Liberdade está acima de qualquer ganho econômico.

O presidente Jair Messias Bolsonaro é o melhor presidente desde a redemocratização e, de fato, reconheçamos, apoiá-lo é a única opção diante da realidade político-social que observamos.

Apoiar sim, mas sempre guiados pela razão e não por um louvor cego. A esquerda vê o presidente como um “mal necessário”, pois sendo incapaz de resolver os problemas que criou por incompetência, ganância e cegueira ideológica, necessita dele para colocar o país nos trilhos e impulsionar a economia.

Enquanto o presidente trava uma luta para manter o Brasil vivo economicamente, a PEC da prisão de segunda instância não avança, o Homeschooling ( uma opção para famílias que não querem nem precisam da educação estatal) está esquecido entre os parlamentares, a educação segue ainda travando uma guerra para desaparelhar escolas e universidades ( Deus abençoe e guie o novo ministro) e toda pauta conservadora, também chamada de pauta moral, segue sem sinais de obter alguma vitória significativa.

De nada adianta melhorar a economia se as outras áreas seguem dominadas pela hegemonia socialista. Os conservadores não querem entregar um país melhorado para seguir sendo roubado, desejam sim, lutar para que a liberdade, a propriedade privada, a família e o cristianismo não sejam aniquilados pelo peso da Foice e de Martelo.

Depositar no presidente toda a responsabilidade pela mudança que esperamos seria o mesmo que jogar um homem desarmado no meio de uma alcateia de lobos.

Depende de nós, está em nossas mãos e somos nós os protagonistas e reais agentes de mudança. Não devemos nos guiar pelo politicamente correto, devemos desprezá-lo e ridicularizá-lo. Não devemos tolerar a ideologia de gênero e sim repudiá-la como um crime contra nossas crianças. Aborto deve ser visto como um assassinato legalizado.

As tentativas de criminalizar a opinião conservadora e antimarxista tanto nas redes sociais como nas mídias alternativas, deve ser vista como ato ditatorial e inquisitorial não cabendo nada além de: Não nos curvaremos diante disso!

Está na hora de sairmos da zona de conforto e travarmos uma batalha pela nossa existência antes que nossa voz seja em definitivo silenciada.

Carlos Alberto Chaves Pessoa Júnior

Professor. É formado em Letras pela UFPE.

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