A letargia moral e mental do cidadão comum

Muitos cidadãos de boa-fé não estão percebendo a escalada autoritária no Brasil porque a imagem que fazem da chegada do totalitarismo é antiga e ultrapassada.

Imaginam que, "se houvesse mesmo totalitarismo", nós já teríamos visto tanques chineses nas ruas e falsos militares barbudos com charutos na boca, todos falando que fuzilam mesmo, e vão continuar fuzilando, mas sempre com ternura.

Como isso não está ocorrendo, e como a imprensa diz que a única coisa anormal é a existência de um presidente honesto, conservador e trabalhador, o cidadão conclui que não há perigo real à frente, e que tudo em breve voltará ao normal, ou ao "novo normal".

Está escapando ao cidadão de boa-fé o escancarado combo mafioso que se formou. Um combo que inclui STF, governadores, prefeitos, Congresso e partidos de esquerda, tudo junto e misturado dentro do circo histérico chamado Covid-19.

Mesmo sabendo que os reais poderes soltam milhares de presos perigosos, enquanto prendem pessoas inocentes por crime de opinião, o cidadão mental e moralmente letárgico insiste em dizer a si próprio e aos outros que está "tudo sob controle".

Mesmo vendo com seus próprios olhos a quebradeira geral do comércio e o superfaturamento retornando forte com a desculpa de combater o vírus, o cidadão letárgico se recusa a ver a realidade.

Ele também parece não perceber que foi cerceado em seu direito de ir e vir, que será multado, e até preso, se não usar acumulador de baba.

Notem que não falo do mau caráter que finge não ver nada disso por conveniência política e financeira, mas daqueles que realmente não estão entendendo o perigo que estamos vivendo.

Marco Frenette

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