Xi Jinping, lá, e Alexandre, “o pequeno”, aqui

Não há como deixar de comparar as atitudes e prisões arbitrárias decretadas, “monocraticamente”, pelo ditador chinês, Xi Jinping, por um lado e, por outro, os “sequestros” de cidadãos e cidadãs “fichas limpa”, recolhidos à prisão, por ordem do “supremo” Ministro Alexandre de Moraes, nos autos do inquérito “ditatorial” (das “Fake News”), Nº 4872.

No dito “inquérito”, o Supremo, tal qual o maior dos tiranos, concentra em si os papéis de “vítima”, ”polícia”, ”investigador”, ”acusador”, ”juiz”, e “órgão recursal”, tudo ao mesmo tempo.

Provavelmente incentivados pelos (maus) “exemplos” que o Partido Comunista Chinês já conseguiu exportar e “impor”para o Brasil - tanto que o embaixador chinês local ousou despejar um monte de desaforos contra gente “íntima” do Presidente Bolsonaro - demonstrando com essa atitude ter plena consciência de “domínio da situação”, de se considerar “já dono desse terreno”, sem qualquer reação à altura das autoridades brasileiras responsáveis, diplomáticas, ou militares, críticas, ou repressivas,apesar do “cocô” que o petulante chinês fez sobre a “soberania”(???) brasileira, numa atitude de indignidade diplomática jamais vista em qualquer parte do mundo.

Mas essa “moda” acabou sendo incorporada à plenitude pelo Supremo Tribunal Federal e seus membros, que mais parece estar seguindo à risca o modelo chinês de “gestão”, no caso, da “Justiça”.

E ficou tudo por isso mesmo. Os “supremos” Ministros “atropelaram” sem qualquer dó o estado-democrático-de-direito. Os poucos protestos surgiram somente nas redes sociais, na atualidade a única maneira das pessoas a protestar contra os nefastos destinos da sua pátria que se avizinham. Enquanto isso, a grande mídia não só faz um silêncio sepulcral em relação a essas arbitrariedades jurisdicionais, quanto, além disso, as avaliza, fortalece, formando coro contra todas as liberdades individuais.

Vou me abster de citar exemplos dos casos repressivos do Supremo, contra brasileiros, porque todos os jornais estão “cheios” deles. Além do Jornalista Oswaldo Eustáquio, que já foi solto, mas teve que sair levando nas costas mais de metade da cadeia onde estava, e tantas outras restrições que só encontram equivalência em regimes prisionais da barbárie, uma boa porção de outras pessoas estão passando pelas mesmas arbitrariedades “supremas”.

A prisão sumária, arbitrária, e imotivada, do jornalista Eustáquio, a mando do Ministro do STF Alexandre de Moraes, Relator do “famigerado” Inquérito Nº 4872, deu-se à semelhança do terrível episódio ocorrido na República Popular da China, no dia 6 do corrente mês (julho/20), no qual foi preso o professor de direito Xu Zhangrun, da famosa Universidade de Tsinghua, levado que foi da sua casa, na periferia de Pequim, por 20 agentes da tirania chinesa.

O “crime” do professor Xu Zhangrun: publicar ensaio com críticas ao ditador chinês, Xi Jinping, por ter cometido erros “oficiais” durante a pandemia do novo coronavírus, e pelo seu empenho em perpetuar-se no poder.

E lamentavelmente é exatamente essa a “democracia” buscada pelo Supremo Tribunal Federal, e seu “Grupo dos Onze” (não confundir com a “cria” do Brizola,de 1963), consorciado com as presidências e a maioria dos parlamentares das Duas Casas legislativas Federais.

O que teria a “vigilante” Ordem dos Advogados do Brasil a dizer sobre essas arbitrariedades na China? Com um professor de direito? Será que esses meus ilustres colegas dirigentes da OAB não estão percebendo que essa política adotada por eles, de só valorizar tudo o que se passa do “lado” esquerdo, não significa outra coisa que prestar vassalagem antecipada aos prováveis novos donos do Brasil? Aos chineses?

E ajudando para que abram-se-lhes as portas brasileiras para aqui instalarem uma nova “colônia”, além daquelas que já impuseram na África, fazendo com que os brasileiros também tenham que conviver sob o tacão da soberania deles

Sérgio Alves de Oliveira

Advogado, sociólogo,  pósgraduado em Sociologia PUC/RS, ex-advogado da antiga CRT, ex-advogado da Auxiliadora Predial S/A ex-Presidente da Fundação CRT e da Associação Gaúcha de Entidades Fechadas de Previdência Privada, Presidente do Partido da República Farroupilha PRF (sem registro).

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