Denunciado pela PGR por criticar Alexandre de Moraes, Otoni de Paula rebate: ‘Querem me usar para calar o povo brasileiro’ (veja o vídeo)

A Procuradoria Geral da República (PGR) denunciou o deputado Otoni de Paula (PSC-RJ) pelos supostos crimes de difamação, injúria e coação por conta dos vídeos postados pelo parlamentar criticando duramente o ministro Alexandre de Moraes, ignorando a imunidade parlamentar prevista no artigo 53 da Constituição Federal. Em vídeo comentando o caso, o parlamentar desabafou:

“O recado é o seguinte: ‘Veja o que a gente consegue fazer com um deputado federal, que goza de imunidade parlamentar. Se nós fazemos isso com ele, imagina o que não podemos fazer com você, cidadão comum’. Pergunte nas ruas o que o povo pensa de Alexandre de Moraes e você verá que os adjetivos que usei foram brandos, foram suaves”, comentou o parlamentar.

Deputado comenta outros temas polêmicos

Em entrevista à TV Jornal da Cidade Online, o deputado falou que decidiu deixar a vice-liderança do governo Bolsonaro, justamente para evitar que suas críticas ao ministro fossem interpretadas como palavras do presidente Bolsonaro.

“É claro que isso era uma tentativa de ilação, justamente para me afastar da liderança do governo. É claro que minha fidelidade ao país, ao presidente Bolsonaro, ela não depende de títulos, não depende de cargos”, ressaltou.

O deputado abordou ainda durante a entrevista outros temas polêmicos, como a delação de Marcelo Odebrecht envolvendo o presidente do STF, Dias Toffoli; a postura do Senado em relação ao Supremo; e a gestão do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, alvo de processos de impeachment. Confira alguns destaques:

Dias Toffoli e Odebrecht

“Se acontecer de ser verdadeiro, ainda que tenha acontecido lá atrás, estamos diante de um desvio de conduta sério, porque estamos falando de alguém que ainda está presidindo a Suprema Corte. Em sendo verdade, se tenho esperança que ele seria julgado e condenado, não tenho nenhuma esperança, porque esses ministros são inabaláveis, inacessíveis, a verdadeira divindade do Brasil.”

O erro de Onyx?

“Eu sempre fui favorável que o presidente, logo no início do mandato, se organizasse dentro da base que ele tinha. Quando o mandato começou, em janeiro de 2019, o presidente tinha uma base orgânica dentro do Congresso, tanto de senadores quanto de deputados federais. Eu me lembro que estive com o ministro Onix Lorenzoni [então na Casa Civil], perguntando se teríamos alguma reunião, se formaríamos alguma base, ele manifestou que não teríamos aquela base fisiológica. Agora, o governo tem que se curvar diante da aproximação do Centrão.”

Witzel começou por onde Cabral terminou

“Eu acho que se algum deputado estadual fizer negociação para manter Wilson Witzel no cargo, é um mandato só, não tem outro, eu acho que não tem nenhum deputado estadual sem juízo. Ninguém aguenta mais esse calhorda do Wilson no governo do Estado, esse chefe de quadrilha, esse cara que começou a governar por onde Cabral terminou.”

da Redação

Comentários