Linchamento, cancelamento e covardia: Por que Copolla e Lacombe causam tanto medo e repúdio na esquerda?

A pior escravidão é aquela que aprisiona a mente e a alma.

A pior prisão é aquela que embora a porta esteja aberta, seu interior é tão atraente, sedutor e confortável que não há razão para sair.

O pior criminoso é o que ousa dizer o que pensa, sente e observa.

Frases que surgem em minha mente e que insistem em fazer morada.

Como posso ignorá-las se elas nascem da realidade em que vivo?

Enfrento uma ditadura, contudo ainda insisto em chamá-la de democracia.

A esquerda age dentro lícito e do ilícito, do moral e do imoral, do racional e irracional.

O esquerdista age com desprezo pelo presente em que vive, já que para ele os tribunais, as leis e a moralidade judaico-cristã não estão aptos a julgá-lo, pois ele age para construir um “mundo melhor”, um mundo onde somente os que abraçaram a revolução terão lugar, um mundo onde suas ações serão consideradas honrosas e dignas. A mente esquerdista só deve satisfação ao futuro doentio que planeja criar.

O politicamente correto permitiu que uma cultura do cancelamento fosse colocada em prática. Nunca foi para pacificar o debate público ou combater preconceitos, e sim, para perseguir adversários e censurá-los.

Esta ferramenta ditatorial vai contra a liberdade, obrigando todos a considerar palavras, posturas e produção intelectual como criminosas se ousam divergir, denunciar e combater os absurdos que os defensores da Foice e do Martelo desejam implementar.

Querem eliminar todo traço de individualidade, toda diferença e peculiaridade que tornam cada ser humano único.

A igualdade que a esquerda deseja impor é, no fim, somente possível se eliminar o mérito, o esforço, o talento nato, a família e a religião.

O grande escritor e psiquiatra Theodore Dalrymple, em seu livro Qualquer Coisa Serve, assim se refere ao politicamente correto:

“Definir o politicamente correto com precisão não é fácil, mas reconhecê-lo quando está presente é. Ele tem sobre mim o mesmo efeito do ruído que, durante minha infância, a unha do professor fazia sobre o quadro-negro quando o pedaço de giz estava curto demais, causando-me frio na espinha. Trata-se da tentativa de reformar o pensamento tornando certas coisas indizíveis. Consiste, ainda, numa ostentação conspícua, para não dizer intimidadora, de virtude (a qual é concebida como a adoção pública das visões “corretas”, isto é, das visões “progressistas”) mediante um vocabulário purificado e um sentimento humano abstrato. Contradizer esse sentimento ou deixar de usar tal vocabulário é excluir-se do grupo de homens (ou deveria eu dizer ‘pessoas’?) civilizados.”

Caso fuja da cartilha socialista, então deve ser cancelado, quer dizer, removido do debate público por ser a representação do ódio e da mentira (fake news).

Em alguns casos a violência deve ser utilizada, aplaudida e legitimada, seja verbal , seja física. A cultura do linchamento promove a destruição de monumentos, igrejas, escolas, estátuas e museus da mesma forma que convoca a sociedade para retaliar e agredir qualquer um que ousa criticar e repudiar a agenda totalitarista marxista.

A internet se enche de preces e rogos para que o presidente morra, para que um comentarista conservador seja morto, preso ou expulso do seu local de trabalho, para que Israel suma do mapa e que as igrejas sejam profanadas, incendiadas e apagadas da história.

Agredir uma idosa, torturar uma criança, enaltecer o estupro não somente é válido como louvável. Os progressistas, ávidos de verem o aniquilamento dos seus adversários, não possuem limites.

Políticos usam da cultura do linchamento, todavia por serem agentes do estado, utilizam o aparato estatal para oprimir, humilhar e destruir a vida dos poucos corajosos que denunciam sua ganância.

Tudo fica mais fácil e aceitável se vem em forma de algum projeto de lei.

A lei que favorece a injustiça e imoralidade não representa um homem livre.

O discurso político, pomposo e cheio de encantos, engana, mas como diria o ensaísta e escritor George Orwell, no livro Como Morrem os Pobres e Outros Ensaios:

“A linguagem política — e, com variações, isso é válido para todos os partidos políticos, de conservadores a anarquistas — é projetada para fazer que as mentiras soem verdadeiras e o assassinato seja respeitável, e para dar uma aparência de solidez ao puro vento. Não podemos mudar isso de uma hora para outra, mas podemos ao menos mudar nossos hábitos.”

Por fim, a boa e velha covardia, típica de sujeitos medíocres e fracos. Esse grande defeito, mácula e traço nefasto, é considerado pelos progressistas como honroso e necessário.

Pensam que são defensores da verdade, mas ao primeiro olhar duro e fala contundente se exilam em algum país capitalista.

Fogem de debates, pois não são capazes de pensar para além do que sua bolha ideológica ensinou.

Não sabem lidar com o diferente, pois foram ensinados a temer tudo que se opõe à sua ideologia.

Gritam , agridem , cospem, porém, se o outro lado se defende, tremem, gemem e choram. Somente gostam de andar com os que pensam como eles e se alguém de fora do seu círculo os questiona, regridem mentalmente e se portam como crianças de 5-7 anos.

Caio Copolla e Luís Lacombe são temidos, pois conseguem tirar a máscara dos seus adversários.

Em tempos onde tantos se calam, bom saber que ainda há os que nadam contra a corrente.

O que a esquerda não sabe, ou fingi desconhecer, é que há novos gideões prontos para a batalha, quando surgirem, temo que os menininhos e menininhas mimadas sentirão falta de Copolla e Lacombe.

Carlos Alberto Chaves Pessoa Júnior

Professor. É formado em Letras pela UFPE.

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