Desafio na educação: “Não podemos perder mais nenhuma geração”, alerta professor (Veja o vídeo)

19/07/2020 às 20:36 Ler na área do assinante

Consultor do programa de educação do governo Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018, o professor Stavros Xanthopoylos, ex-diretor da divisão de cursos online da Fundação Getúlio Vargas, chegou a ser cotado para o Ministério da Educação. Em entrevista à TV Jornal da Cidade Online, ele abordou diversas temas, como o grave problema do analfabetismo; cotas raciais; e projetos que foram iniciados pelo ex-ministro Abraham Weintraub.

Sobre o novo ministro da Educação, pastor e professor Milton Ribeiro, Xanthopoylos destacou que, aparentemente, as credenciais que ele traz o qualificam bastante.

“Só espero e torço para que ele possa assumir e realmente colocar em prática um plano consistente, com visão sistêmica, e estruturado para que nossa educação possa ter o tratamento que ela merece”, ressaltou o professor.

Brasil tem 11 milhões de analfabetos plenos

O Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (Inaf) de 2018 mostra que 30% dos brasileiros, entre 15 e 64 anos de idade, são analfabetos funcionais. De acordo com Xanthopoylos, o que a gente está colhendo hoje é resultado de mais de 20, 30 anos de educação com baixíssima qualidade.

“Nós temos um plano nacional de educação que está em curso e não conseguimos cumprir as metas. Temos 11 milhões de analfabetos plenos. É muito difícil buscar crescimento econômico com uma população que tem uma formação tão deficitária. Esse problema não se resolve num estalar de dedos, é um problema de longo prazo. O que a gente precisa fazer é não perder mais nenhuma geração”, ressaltou o professor.

Cotas raciais ou sociais?

Xanthopoylos afirmou que não é a favor de cotas que tratam só do aspecto racial.

“Sou a favor de cotas sociais, que possam garantir que todos não tiveram acesso, tenham acesso. Agora, se você me perguntar, se as cotas resolvem nosso problema de educação, não, elas resolvem o problema de acesso. O que a gente deveria ter, muito melhor do que cotas, era um sistema aberto, permitindo que as pessoas pudessem ter acesso a um processo onde definiria sua trilha, de como ele quer sua formação, até para ele se preparar melhor, num período mais curto. Depois que tivesse melhor preparado, ele poderia seguir a trilha da sua graduação, especialização... esse tipo de coisa é muito comum mundo afora”, explicou o professor.

Iniciativa privada e universidades

Xanthopoylos falou sobre a herança deixada pelo ex-ministro Weintraub, como o projeto Future-se, que tem como objetivo dar mais autonomia para as universidades, fomentando o empreendedorismo e a captação de recursos privados.

“Faz todo sentido [o projeto], pois nós temos potencial de pesquisa, de trabalho em conjunto com a iniciativa privada, principalmente no que diz respeito a trazer mais desenvolvimento científico para o próprio país, e, de alguma forma, não estamos alavancando isso num processo. Acredito que as iniciativas são boas”, ressaltou o professor.

Assista a entrevista:

da Redação
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