Exclusivo: Empresário que teve conta no Twitter derrubada pelo STF abre o verbo e faz revelações (veja o vídeo)

Após decisão de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o Twitter e o Facebook suspenderam diversas contas, entre elas a do empresário Otavio Fakhoury. Além dele, tiveram os perfis suspensos o presidente do PTB, Roberto Jefferson, os jornalistas Allan dos Santos e Bernardo Küster, a ativista Sara Winter, e os empresários Luciano Hang e Edgard Corona, entre outros. Fakhoury concedeu uma entrevista exclusiva à TV Jornal da Cidade Online, comentando o caso.

“Isso é um claro ato de censura à liberdade de expressão”, ressaltou o empresário, que apresentou ao STF uma Reclamação Constitucional, com pedido de tutela de urgência, contra o ato do ministro Alexandre de Moraes, lembrando que a Procuradoria Geral da União já foi favorável ao desbloqueio, em habeas corpus já impetrado e sob a relatoria do ministro Edson Fachin.

Em maio deste ano, Fakhoury já tinha sido alvo de busca e apreensão, com a justificativa de que ele financiava pessoas que produziam fake news.

“Não existe isso, nunca financiei ninguém para espalhar mentiras sobre outra pessoa. Essa tese que influenciadores, jornalistas, pessoas do governo... estariam interconectadas, recebendo comandos de cima, de não sei quem, do gabinete de não sei quem... essa tese não se sustenta, eles já sabem. As pessoas agem de forma espontânea, ninguém recebe ordem ou comando. Vou falar de mim, especificamente, nunca publiquei nada por ordem de ninguém, nunca paguei ninguém para mentir sobre outra pessoa, difamar outra pessoa”, afirmou o empresário.

Luciano Ayan em lives com Angelo Coronel sobre liberdade de expressão

Fakhoury lembra que o inquérito das fake news é baseado em informações de Luciano Ayan, que hoje está preso, acusado de lavagem de dinheiro.

“Essa tese foi abraçada pelo MBL, que tem nos seus quadros um cara também preso por lavagem de dinheiro, Mônaco. Eles criaram essa tese, passaram para deputados, como Joice Hasselmann e Alexandre Frota. Alexandre Frota levou para a CPMI das Fake News, passou para dona Lídice de Mata e Angelo Coronel, que usaram isso só para convocar apoiadores do presidente. E Ayan, ele mesmo era investigado no inquérito, porque ele tinha espalhado uma mentira sobre Marielle. De repente, como ele começou a colaborar com eles, passou os relatórios falsos, dona Lídice de Mata esqueceu que ele era investigado e foi participar de congresso com ele. Angelo Coronel participava de lives sobre liberdade de expressão com ele”, apontou o empresário.

Abaixo a censura!

Pessoas de vários partidos diferentes declararam repúdio à atitude de censura do STF, como os deputados Paulo Ganime e Vinicius Point, do partido Novo; e Daniel Coelho, do Cidadania. O Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) também divulgou uma nota sobre a censura da toga.

Não é uma questão de ataque aos bolsonaristas, é algo muito maior, que envolve os direitos constitucionais de todos os brasileiros, independente da posição política.

O presidente Jair Bolsonaro, por meio da Advocacia-Geral da União, anunciou, no sábado (25), uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra decisões judiciais de bloqueio, interdição ou suspensão de contas de redes sociais.

Assista a entrevista:

da Redação

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