Delcídio - O bandido mais querido do Brasil!

Rebote. É a única palavra que me ocorre para classificar o impulso desesperado do senador petista na tentativa de impedir o inevitável.

Delcídio Amaral rasga o verbo e quebra impiedosamente o código de ética que rege a quadrilha que compõe ao entregar a cúpula do PT.

Lula e o PT cometeram o erro muito comum, típico dos piores bandidos brasileiros: maltrataram, humilharam a quem detém volume imenso de informações comprometedoras.

Tal erro normalmente é cometido por políticos em processo de separação litigioso de suas esposas ou companheiras. O cara divide a cama, a fama e os louros dos seus crimes com a figura que por um motivo qualquer se vê impelido a deixar. Como nem toda separação é pacífica, é no litígio que a ‘ex-companhêra’ se converte num pesadelo.

É exatamente o que está acontecendo.

Uma carga, uma carga, a metralhadora do senador traído e já é responsável por uma das grandes revoluções no processo tocado por Moro, o Magistrado que está mudando o Brasil.

Delcídio, por anos a fio, foi levado a crer que era figura de grande importância para a cúpula do poder, e era mesmo, enquanto tinha algum “sumo” a oferecer, submetido à prensa.

O Senador petista não gostou de ser espremido, chupado e perceber-se bagaço descartado.

Delcídio, ao dizer tudo o que disse, converte-se num arquétipo do bandido que entrega a quadrilha por ter sido por ela traído. Fico pensando o que leva o senador a acreditar que seus pares de crime dispensariam a ele tratamento digno, sendo que essa gente sequer se respeita ao dedicar seu tempo e esforço a crimes de lesa-pátria.

Delcídio pode ter sido ingênuo, pode ser mau caráter e ser um dos arquivos mais comprometedores para a quadrilha de que fez parte por anos e anos. Delcídio pode ser uma cobra contrariada, uma figura vil, mas traída, pode sem saber, prestar grande serviço à nação.

Moro, personificação da decência de um lado, Delcídio, figura asquerosa, traído e contrariado, jogado às traças pelos ‘companhêros’ a quem dedicava admiração e confiança. Na balança da Justiça figuras de naturezas opostas e de peso equivalente se encaram.

Ganha o povo brasileiro, ganham as gerações vindouras.

Que as manifestações do dia 13 de março não passem nem perto de ser procissões de um povo apático a espera de um milagre.

Acorda, Brasil! 

João Henrique de Miranda Sá é escritor e redator autônomo

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João Henrique de Miranda Sá

Jornalista independente em Campo Grande - MS.

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