A grande “jogada” da Natura ao escolher Thammy (veja o vídeo)

Liberdade, é Thammy Miranda poder enxergar a si mesma como um homem. Autoritarismo, é forçar toda a sociedade a enxergá-la como um homem.

Thammy, está em no seu pleno direito ao se identificar como o que bem quiser, sua responsabilidade e liberdade individuais pertencem somente a ela mesma. Da mesma forma, não cabe a ela, ou a qualquer grupo que seja, tentar impor à terceiros, a sua forma de pensar. O direito de se expressar vale para os dois lados.

E vale também para a empresa Natura, que decidiu contratar Thammy para fazer parte de suas campanhas, bem próximo à data comemorativa do dia dos pais. Engana-se quem pensa que esta decisão não foi muito bem pensada antes de ser colocada em prática.

A empresa buscava justamente os resultados obtidos, que a indignação dos Conservadores propalasse o nome da marca nas mídias.

Ataques pessoais e morais contra a pessoa da Thammy, não afetarão os lucros da Natura. É verdade que muitos comentários foram em tom humorístico, mas boa parte era somente agressão gratuita e injustificável.

Se conservadores querem realmente fazer valer sua vontade, deveriam se focar na estrutura social e ideológica por trás de toda a campanha, e não na figura pessoal de Thammy.

O tipo de polêmica gerada, era justamente o que a marca queria. Uma marca que não quer atingir o público conservador, e sim o público de esquerda e centro-esquerda.

Os departamentos de marketing da maioria das empresas atuais, é composto por pessoas que se formaram nos últimos 10 anos em Faculdades submersas na doutrina progressista.

São elas que ditam as campanhas e convencem os donos de que serão lucrativas. E podem ser, se os conservadores continuarem errando em suas estratégias.

Prova disso é que, após a polêmica, as ações da Natura tiveram alta de mais de 6%, após um começo de ano onde seu prejuízo aumentou em 10 vezes. Ou seja, eles contavam com a reação exagerada da direita.

Uma ação mais acertada, teria sido simplesmente ignorar a campanha, evitando assim a reverberação. Deixar que a campanha falasse somente aos já convertidos ao progressismo. Ou, caso fosse realmente necessário, questionar de forma inteligente a Natura sobre o porquê da escolha de Thammy como um modelo de campanha para o Dia dos Pais.

Afinal, imaginando que superamos a controvérsia sobre o gênero de Thammy, qual ação extraordinária ela teria feito como pai para merecer um destaque? Por que não utilizar outro exemplo, como o pai que se sacrificou para salvar o filho de 2 anos quando os dois foram pegos por uma correnteza num rio em Fortaleza?

Nada contra a pessoa de Thammy, mas levantar esse questionamento deixaria claro que a Natura a escolheu justamente pela polêmica (e consequente benefício) que seu nome geraria. Não porque enxergam em Thammy, um exemplo de pai.

Claro que é uma questão muito mais complexa do que somente a busca de uma marca por atenção utilizando-se de polêmica.

Este assunto reverbera com extremo perigo no meio judiciário, que já se mostrou extremamente disposto em criminalizar opiniões que não se encaixem no ideal progressista de politicamente correto.

Em breve, usar pronomes errados, poderá te mandar para a cadeia. Mais um motivo pelo qual os conservadores não podem perder tempo atacando espantalhos nem cometendo erros que fortaleçam a narrativa da esquerda.

Confira:

Frederico "Fred" Rodrigues

Escritor, Empresário e Comentarista Político. 
Membro fundador da Frente Conservadora de Goiânia e Membro da Direita Goiás.

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