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Lava Jato e “Lavajatismo”: O próximo episódio da série...

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A interpretação de que o PGR Augusto Aras usou o termo lavajatismo para desmerecer a Lava Jato é equivocada.

A Lava Jato não perderá o mérito. Ela é o marco da grande ação anticorrupção no Brasil.

Entretanto, cometeu falhas e pode ser aperfeiçoada.

Talvez, o pior erro da Lava Jato tenha sido a condenação do cachaceiro de Atibaia (como diz o jornalista Claudio Lessa), em razão do triplex e do sítio, ao invés de imputar-lhe - também - os crimes de desvio de milhões de dólares para financiar obras em países comunistas; de liderar o mensalão; de patrocinar com dinheiro público o foro de São Paulo...

O acervo da Lava Jato composto de dados estruturados e não estruturados, e o cadastro de dezenas de milhares de pessoas deveria integrar uma base nacional de dados com consultas autorizadas a procuradores, promotores, corregedores, magistrados e outras autoridades habilitadas, desde que justificados os motivos e a necessidade.

Os registros de consultas devem ser mantidos em relatórios.

Em linhas gerais, foi o que o Augusto Aras alegou.

A Lava Jato tornou-se muito relevante para ser conduzida no âmbito da Procuradoria da República do Paraná.

É perfeitamente plausível que a Lava Jato seja administrada pelo Conselho Nacional do Ministério Público.

O ministro Fachin, em decisão nesta segunda-feira (03), revoga a liminar que dava à PGR acesso a dados da Lava Jato.

O Ministro Fachin deveria se abster, pois ele é o relator da Lava Jato no STF e portanto, há evidente suspeição.

Vamos aguardar o próximo episódio da série.

Ricardo Gonçalves da Torre

da Redação
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