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Da série “óleo de peroba”: Merval, além de cara de pau, está cada vez mais idiota

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Com direito a uma dramática chamada na primeira página de O Globo da última quarta-feira (“O risco de o país virar um Estado policial”), o jornalista (ou ex-jornalista?) Merval Pereira critica duramente o governo Bolsonaro pelo fato do Ministério da Justiça reunir informações sobre funcionários do governo envolvidos com o movimento radical de extrema-esquerda ANTIFA, cujos integrantes não raro defendem a violência como modo de atuação política (os fascistas do futuro chamarão a si mesmos de antifascistas, alguém disse no passado).

Merval, indignado, fala em “espionagem”, “estado policial” e, ora vejam só, censura.

O mesmo Merval Pereira que, ainda ontem, defendia e tentava “explicar” em sua coluna a “legalidade” da inconstitucional censura prévia imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, a mais de 15 pessoas - inclusive jornalistas, ou seja, colegas de Merval. A medida foi tomada contra críticos do próprio STF, e sem direito de defesa. Nesse caso, porém, Merval não acha que se trate de “Estado policial” e, pasmem, também não acha que seja caso de censura.

Dizem que no inferno há um lugar especialmente reservado para jornalistas que defendem a censura a seus próprios colegas de profissão.

Em tempo: para Merval, o fato de alguém combater os violentos “antifas” significa uma “confissão implícita” de que essa pessoa é “fascista”.

Além de cara de pau, Merval está cada vez mais idiota.

Marcelo Rocha Monteiro. Procurador de Justiça do Estado do Rio de Janeiro

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