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O Jornal Nacional e os portões do inferno

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Hoje, nesse belo domingo de sol aqui em Petrópolis, acordei com ótimo humor. Na minha rotina diária, dei um beijo de bom dia na minha esposa, que se espreguiçava ao meu lado na cama, desci à cozinha para preparar um café bem fresquinho, e enquanto isso vim acompanhar as notícias no twitter.

De repente vejo todos falando sobre o “Jornal Nacional” de ontem, sábado, e daí me vem uma curiosidade mórbida, típica dos seres humanos falhos, pecadores, que ainda precisam melhorar muito, nessa vida terrena e material, para saber o que teria sido dito, no programa, que levou tanta gente a se manifestar – a grande maioria, em tom de indignação manifesta, quase beirando os xingamentos à dupla de vlogueiros (ops, perdão: JORNALISTAS) que apresenta o programa.

E eis que, ao conferir no próprio twitter, em perfis de direita que sigo, vídeos a respeito do Jornal Nacional exibido ontem, tomo conhecimento do show de horrores e de vigarice jornalística apresentado pelo maior telejornal do país, transmitido naquela que um dia já foi uma emissora de televisão com credibilidade chamada Rede Globo.

O bom humor que eu tinha trazido depois de uma boa noite de sono, e a animação para passar um ótimo domingo, imediatamente me escaparam por um breve momento.

Não vou aqui comentar o teor do que foi transmitido no programa, no culto à morte e sensacionalismo barato feito em cima da pandemia do vírus chinês, com sua tentativa de politização para culpar o Presidente da República pelo passamento das vítimas, e pelo ódio cego e latente dos vlogueiros (ops, perdão, mais uma vez: JORNALISTAS) à pessoa de Jair Bolsonaro, que mereceria no mínimo respeito e consideração – mesmo daqueles que não apoiam o seu governo.

Não preciso desmascarar o que foi feito por Bonner e pela mulher que nem sei o nome, pois todos aqui, no presente ambiente, temos senso crítico para avaliar, por nossa própria conta, as responsabilidades pelas mortes e ainda a sua proporção, diante do número de brasileiros infectados (e da totalidade da população nacional propriamente dita).

O que quero aqui ressalvar é a decadência moral de quem se presta a fazer um serviço dessa natureza: de usar um espaço televisivo, onde pode falar para milhões de pessoas, que muitas vezes não têm acesso a outro tipo de informação, que não usam sequer internet e que não possuem, justamente, o senso crítico de que falei acima, para fazer terrorismo midiático em cima do Presidente da República e de uma pandemia, construindo narrativas e factoides políticos.

Definitivamente, ser honesto deveria ser uma obrigação; um padrão de comportamento natural. Mas infelizmente no Brasil desse mundo “pós-moderno” de hoje, a honestidade acabou se tornando uma virtude, própria de pessoas que conseguem atingir um grau maior de conscientização e evolução espiritual e material. E, nesses termos, não tem como deixar de ser apontado que o que o Jornal Nacional fez, através da ação da sua dupla de vlogueiros (ops, perdão pela terceira vez, mas é que o corretor automático está ativado: JORNALISTAS), foi a maior desonestidade intelectual já vista em todos os tempos.

Ou, pelo menos, se não for a maior de todos os tempos, eu mesmo, do alto dos meus 46 anos, e desde que comecei a acompanhar política, não me lembro de ter presenciado algo dessa natureza.

Estamos, realmente, em um ambiente contaminado pelo Mal na grande mídia e, especialmente, com essa conduta do Jornal Nacional, na reportagem exibida ontem. Isso que aconteceu, com a reportagem em questão, me faz lembrar a conhecida e clássica frase de Dante Alighieri, constante do Canto III de sua “A Divina Comédia”, que, segundo o escritor florentino, grava os portões do Inferno, e que diz assim: “deixai toda a esperança, ó vós que entrais.”

Daqui a pouco vou à Santa Missa, na paróquia de meu bairro, e rezarei pelos vlogueiros (ops, perdão, pela quarta vez; que corretor automático chato: JORNALISTAS), pedindo a intercessão divina em nossa eterna luta do Bem contra o Mal, e clamando a Deus que continue abençoando o Brasil.

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