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A política da imprudência

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Não é possível conceber ou praticar o conservadorismo sem cultivar uma virtude que, ainda que sejam os anos vividos quem a produz, é desejável em todos os momentos da vida: a prudência (sem me referir ao medo e a afetação dos "isentos").

E a boa prudência exige que saibamos antecipar os principais problemas e obstáculos que mesmo nossas boas escolhas podem atrair.

E o quanto a boa prudência tem estado em falta, entre nós!

Será mesmo possível que depois de tantos anos de relativa tranquilidade que a esquerda nos permitiu na Internet, que pensávamos que ela se veria atingida diariamente nos meios virtuais, e nada faria?

Será mesmo que esquecemos o largo domínio econômico que o "progressismo" possui, vindo da sociedade dos socialistas com os metacapitalistas, e que os proprietários e a alta cúpula da maioria esmagadora dos meios de comunicações informatizados, são nossos adversários?

Será mesmo que deixamos de lado que a esquerda não tolera divergências, que o assassinato é o pão eo vinho dela, e que mesmo pelos portais, sites e aplicativos, não se conformariam em apenas nos sabotar, nos difamar e nos silenciar, mas também iriam cortar nossos meios de subsistência - pois a morte pela fome é algo que ela não tem pudor em promover?

Me parece que a resposta para todas essas perguntas é um "sim" dito com muita tristeza.

Os anos fáceis amoleceram uma substância que ainda não tinha a firmeza devida entre nós. Fechamos nossos olhos para a urgência de se ter alternativas à mão - contas reserva, cadastros em meios aparentemente menos esquerdizados, investimento em construção de espaços e canais virtuais de informação, conferência e circulação de valores de nossa propriedade.

Anulamos nosso discernimento e permitimos que vozes que diziam palavras semelhantes às nossas, mas num tom que denunciava suas verdadeiras intenções, repartissem espaço conosco, para se verem subitamente as únicas vozes permitidas.

Abrimos nosso coração para o exibicionismo, para a cobiça, para o orgulho e ignoramos centenas daqueles que pertenciam a nós, com discurso honesto e humildade de posição, que poderiam fortalecer nossas fileiras.

Ostentamos uma pretensa carteira de adesão a um clube, apenas para manchar sua reputação, para a alegria dos maus e perversos.

O erro já está identificado. Nossa confissão dele, está em curso. Deve começar sem demora, a reação acertada.

Que se somem esforços para que tenhamos redes sociais, canais de doação, de vídeos, de áudio, de conferências pertencentes e dirigidos por Conservadores, ainda que sua hospedagem esteja amparada por leis diferentes da nossa - dificultando intervenções injustas e imorais.

Que cada conta criada, em território sabido hostil, seja feita tendo em mente sua futura extinção, e que uma medida para minimizar o que não podemos esquecer mais que é inevitável, já esteja pronta e possa ser implementada rapidamente, quando isso ocorrer.

Que voltemos nossos olhos para as opções disponíveis, ainda que de baixa visibilidade inicial, sabendo que aqueles de boa vontade nos seguirão para onde quer que iremos e farão saber onde estamos.

Que percebamos locais e possibilidades na Internet onde a esquerda tem ocupação fraca e não adiemos nossa presença lá, para que tenhamos bandeiras hasteadas prontas para nos saudar, quando uma migração for necessária.

O tempo para choramingos e lamúrias sem nenhuma ação já passou e não percebemos. Essa é a reação dos frágeis e despreparados. Que venha o tempo dos fortes e dos bons prudentes, que serão os que limparão nossa emporcalhada carta de adesão, e voltarão a dar ao conservadorismo, uma boa reputação cheia de vitórias e conquistas.

Tercio Rodrigo de Azevedo Lima

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