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O sudário da política. O Brasil da desconfiança. O jogo sujo

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Já dizem à boca pequena que o pluralismo brasileiro transforma o país em dois brasis. Se não, mais do que dois brasis! É força de expressão?

Polaridades de natureza humana coexistem como o bem e o mal, o amor e ódio, o bom e o mau, enfim, são diversidades sintomáticas. Até definições únicas, como a loucura, tem seus pólos. O que é louco para uns, pode não ser para outros. Afinal o que é ser louco?

O ponto que quero chegar é o da mentira e o da verdade. A melhor definição que dou é que um significa a ausência do outro. Quando um aparece o outro evapora, some, desaparece. No cenário da política encontra-se o habitat fértil para estes meios.

E percebendo isso, procuramos entender o que acontece no meio político. A desconfiança está nos nossos calcanhares 24 horas por dia.

Para não ficarmos perdidos neste amplo espectro que a política nos dá, vamos pontuar espelhando o movimento político do Brasil atual.

De um lado o governo eleito e do outro, forças contrárias. Contrárias, na própria acepção da palavra.

No seio dos apoiadores do governo e do país, os patriotas, conservadores, enfim, há desconfiança com nomes intimamente ligados à governança. Alguns de forma velada.

Mas porque nomes como o de ministros de estado estão na berlinda? O que há por trás das críticas. Ora, se temos um presidente que está ali, ao lado deles, a quem depositamos toda nossa confiança, como questionar? O presidente escolheu e sabe o que está fazendo, com absoluta certeza.

O tempo corrige eventuais erros, o que já sabemos, inclusive, que aconteceram.

Nomes da linha militar do governo são taxados, até pejorativamente, de melancias. No mínimo, desrespeito. O que há de verdade para o que falam do General Braga Neto (Chefe da Casa Civil), General Fernando Azevedo e Silva (Ministro de Estado da Defesa), General Luiz Eduardo Ramos (Ministro de Estado Chefe da Secretaria de Governo), General Augusto Heleno (Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional)?

Na esfera civil, André Mendonça (Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública), Onyx Lorenzoni (Ministro de Estado da Cidadania), Fábio Farias (Ministro de Estado das Comunicações), Ricardo Salles (Ministro de Estado do Meio Ambiente). Marcelo Álvaro Antônio (Ministro de Estado do Turismo), são nomes que sofrem ataquem de forma rotineira. O passado os condena?

Mas há nomes, por mais que tentam atacar, de ministros incontestáveis, tanto na conduta pessoal, como na profissional. E quando isso acontece é porque a verdade está estabelecida. Marcos Pontes (Ministra de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação), Tarcisio de Freitas (Ministro de Estado da Infraestrutura), Paulo Guedes (Ministro de Estado da Economia), Tereza Cristina (Ministra de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Damares Alves (Ministra de Estado da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos).

Como parâmetro a tudo isso, podemos invocar sentimentos completamente opostos, que celebram a mentira como seu ponto de partida. É a mentira que sustenta atos e discursos que vão daqueles subjugados até crimes de Lesa-Pátria.

Não se trata de achismos. São fatos comprovados por ações, palavras e narrativas. Peguem o STF ou o evento da pandemia, por exemplo. Não há como “achar” que os togados não cometem crimes, atropelando o que lhes é confiado, a Constituição Federal.

Você confiaria um processo na mão de ministros como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, ou qualquer um dos togados daquela corte, haja vista as aberrações jurídicas que cometem?

Não tem como “achar” que governantes e políticos do Brasil usam a pandemia para objetivos pessoais e políticos. A indignação e o asco social que Dória, Witzel, Maia, Alcolumbre, Kalil, Moro, Mandetta, e tantos outros, causam, é de alarmar. Manipulam a pandemia com objetivos escusos, fraudam e roubam os recursos públicos. Ciência é a que lhes interessa. E ainda usam as vítimas (suas próprias vítimas, diga-se de passagem) no seu intento.

A desfaçatez e a hipocrisia são fortes braços da mentira.

A menor possibilidade de alguém entender, ainda que ouvidos moucos se façam presente, que a imprensa, principalmente, a grande imprensa, noticia somente o que interessa ao sistema ora vigente no meio da oposição ao governo.

Falam mentiras, mas principalmente, usam de malícias imperdoáveis frente ao que o jornalismo se propõe em sua essência; a informação do fato. E cá entre nós, usa-se o próprio mandamento constitucional, o da liberdade de imprensa, como escudo para suas peripécias de “informar”. Cabe aqui citar, o jornalista Alexandre Garcia que disse: “O jornalismo tem que ser escravo dos fatos. Os fatos não precisam de ajuda.”

Essa oposição sabe o que faz, usando de meios sombrios e torpes para justificar os fins. O país, a sociedade, que se lasquem. Aqueles que apoiam isso, escutam, mas não ouvem; vêem, mas não enxergam. Outros entendem a sordidez, mas, literalmente, mentem para si próprios.

O jogo é sujo! O julgamento não poderá ser!

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