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Assustador: "Se o ‘PL das Fake News’ for aprovado, as conversas em aplicativos poderão ser rastreadas" (veja o vídeo)

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Em entrevista bastante esclarecedora à TV Jornal da Cidade Online, o deputado Diego Garcia (Podemos-PR) abordou diversos temas, como PL 2630/20, o ‘PL das Fake News’, educação no Brasil, reforma tributária, pós-pandemia, e até a suposta renovação do Congresso e do Senado. Confira alguns destaques da entrevista:

PCdoB escolhe quem vai debater sobre fake news?

Vice-líder do governo, Garcia, ao perceber as manobras da esquerda e seus aliados para que apenas um lado seja ouvido nas discussões sobre fake news, apresentou uma lista com nomes para participar do debate na Câmara, inclusive alguns conservadores. No entanto, as sugestões não foram aceitas pelo deputado federal Orlando Silva (PCdoB) que está coordenando os debates. Entre os nomes estavam os dos jornalistas Allan dos Santos, Oswaldo Eustáquio, Bernardo Küster, entre outros.

Vale lembrar que Orlando Silva, homem de confiança do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já foi ministro dos Esportes, no governo Dilma, e deixou o ministério após denúncias de possíveis desvios de dinheiro público.

Conversas rastreadas

Diego Garcia explica os motivos pelos quais o PL 2630/20 não deve avançar em hipótese alguma, pois é um projeto de lei extremamente perigoso:

“Não podemos aceitar que, a toque de caixa, um projeto com mais de 30 artigos, um projeto de lei que vai interferir na vida de todos os brasileiros... Um projeto de lei que vai criar um instrumento que não existe em nenhuma democracia ou ditadura do mundo, um instrumento de rastreabilidade. Aplicativos de mensagens como WhatsApp, por exemplo, que conta hoje com mensagens criptografadas, se a lei for aprovada e sancionada, serão obrigados a criar um instrumento que poderia rastrear todas as conversas”, explicou o parlamentar.

Ataque aos conservadores

O deputado alertou que o PL 2630/20 nasce com objetivo muito claro de tentar limitar o crescimento dos movimentos conservadores em todo o Brasil, em especial através das redes sociais.

“O próprio governo federal tem utilizado muito as redes sociais para dar transparência das suas ações, e mostrar o que está acontecendo em nosso país. Então, nos preocupa muito essa forma como o projeto de lei está sendo debatido e discutido na Câmara dos Deputados, diferente daquilo que é o parlamento brasileiro, uma casa de debates, ideias, em que deve se permitir a manifestação de opinião de todos os lados, e não apenas de um lado, como estamos vendo nesse momento”, apontou o parlamentar.

Houve mesmo renovação do Congresso e do Senado?

Diego Garcia não poupou críticas a deputados e senadores que entraram no governo vendendo a ideia de renovação, mas que, na prática, defendem projetos como o ‘PL das Fake News’:

“Deputados jovens como Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES), parlamentares de primeiro mandato, são os autores do ‘PL das Fake News’ na Câmara dos Deputados. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que também representa a ‘renovação’, foi o autor no Senado do ‘PL das Fake News’. Fica o questionamento ao cidadão brasileiro: quem são os representantes que ele está escolhendo?? Temos que ter muito cuidado na hora de escolher”, completou o parlamentar.

Após a realização da entrevista, o deputado Diego Garcia postou em seu Twitter que está sendo organizado um ciclo de debates alternativo sobre o PL 2630/20.

da Redação
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