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É hora de reassumir o comando

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Não é novidade a escancarada perseguição ao conservadorismo em nosso país, tanto por parte da esquerda quanto pela cúpula positivista dos militares. Infelizmente, ainda existem aqueles que acreditam que o combate está somente no ramo político e acham que apenas eleger um candidato conservador irá resolver o problema.

Ledo engano!

Quem pensa assim está atrasado, no mínimo, trinta anos; desde quando deveríamos ter impedido, por exemplo, que nossa constituição fosse escrita sob a égide socialista e que os planos do Foro de São Paulo fossem colocados em execução enquanto ainda tínhamos nas instituições estatais e no imaginário popular pessoas que não compactuavam tão serenamente com as pautas esquerdistas, como vemos atualmente.

Claro que as circunstâncias de grave crise econômica da época favoreceram a ascensão do oportunismo. Porém, faltou um posicionamento mais efetivo contra o Estado grande que foi criado para atender às demandas dos militares de centralizar sua linha de comando, o que caiu como uma luva para a esquerda que buscava esse mesmo fim.

Se tivéssemos fortalecido o argumento de que a crise econômica se deu pelos entraves impostos pela excessiva presença do Estado na economia, não teríamos passado pelo que passamos.

Hoje as ideias revolucionárias se enraizaram e as consequências por esse atraso veio cobrar seu preço; a iniciativa privada é demonizada e o empreendedorismo padece de incentivo, enquanto o Estado inchado vira muleta de sustentação para a sociedade, que, então, vive esperando se beneficiar com algum tipo de concessão fiscal ou bolsa assistencialista.

No funcionalismo público, criou-se tantas regalias e prerrogativas sedutoras para o cargo que ser funcionário público virou uma espécie de status, o ápice de sucesso profissional, o alvo a ser alcançado como se fosse a única fonte segura para o trabalhador sonhador que busca assegurar seu futuro profissional, o que só serviu para minar o empreendedorismo em busca de soluções próprias para as suas demandas financeiras.

Nessa dinâmica, o Estado não existe mais para nos auxiliar, mas nós é que vivemos para sustentá-lo. Consequentemente, perdemos a nossa liberdade e nos tornamos reféns da visão ideológica da liderança que o compunha e que vinha nos moldando para esse fim desde quando adormecemos no ponto.

Agora, mesmo ainda sendo maioria no país, o conservadorismo não consegue sequer preservar sua cultura e seus princípios e a cada dia que passa, vemos nossas liberdades sendo cerceadas e sufocadas quase que ao ponto de ser criminalizada pelo Estado e substituída por uma visão que se contrapõe ativamente contra nossos princípios e costumes. Vemos isso acontecer quase que impotente diante dos nossos próprios olhos.

Assim, o conservador não pode mais ficar passivo diante de tanta perseguição e só esperar que seus representantes legais façam alguma coisa. Formemos grupos de discussão e debates para deliberarmos sobre nossas próprias necessidades, que passemos a ser o protagonista da educação dos nossos filhos e não permitir que nos digam o que é certo ensinar para eles.

Devemos mostrar que não precisamos que o Estado nos determine o que fazer.

É fato que estamos atrasados, mas muito ainda pode ser feito e é dever de cada um de nós buscarmos fazer alguma coisa, por mais insignificante ou insuficiente que possa parecer. Ler, estudar e aprimorar nossos conhecimentos será a nossa melhor arma e é através dela que iremos recuperar o tempo e a liberdade perdidos.

Como bem disse o filósofo irlandês e fundador do conservadorismo moderno, Edmund Burke:

“Ninguém comete erro maior do que não fazer nada porque só pode fazer um pouco”.

Alan Lopes

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