Valdivino Sousa

Valdivino Sousa é Professor, Matemático, Pedagogo, Contador, Bacharel em Direito e Escritor. Pesquisador sobre Engenharia Didática em Educação Matemática; Modelagem; Construção do Conhecimento em Matemática; Modelos Matemáticos e suas Aplicações na vida real. Criou o método X Y e Z que facilita na aprendizagem de equação e expressão algébrica com objetos ilustrativos. Seu trabalho é reconhecido com Medalha de Mérito como docente pelo Instituto Matematics.

Docente nos cursos de Matemática, Ciências Contábeis, Administração e Engenharia. Autor de mais de 10 (dez) livros e têm vários artigos publicados em revistas e jornais especializados.  Semanalmente escreve para o portal D.Dez, Jornal da Cidade e Folha Online. Sobre: Educação Matemática e Desenvolvimento da  Aprendizagem.  Site: www.valdivinosousa.mat.br - E-mail: [email protected]       Celular / Whatsap: 11 - 99608-3728 

Desejos reprimidos e não aceitos por pessoas do mesmo sexo se manifestam através da Homofobia

Grupo classificado como homofóbico teve tumescência e ereção significativas diante dos vídeos de sexo entre homossexuais masculinos.

O presente artigo procura mostrar como o desejo reprimido e não aceito se manifesta através da homofobia. De que forma e porque se manifesta através de ódio e agressões? Um estudo realizado pelas universidades de Rochester, Essex e Califórnia, nos Estados Unidos, revela que as pessoas homofóbicas sentem atração por pessoas do mesmo sexo. Porém elas não se aceitam e sente um conflito interno, ou seja, essas pessoas projetam e se veem nas outras que são homossexuais. Estes desejos reprimidos podem desencadear vários problemas emocionais no âmbito da sexualidade já que homofobia é vista como uma doença, que pode até ser involuntária e impossível de controlar em reação à atração, consciente ou inconsciente. 
O comportamento agressivo ou de esquiva em relação aos homossexuais seria uma forma de reprimir o desejo sentido que, por uma série de motivos, o indivíduo considera errado. A homofobia internalizada causa várias consequências ao homofóbico e pode ser definida como o medo, a aversão, ou o ódio irracional que os “heteros  homofóbicos” sentem em relação aos homossexuais.
Os desejos reprimidos, odiados, não aceitos por alguma razão, segundo a teoria freudiana estão armazenados no nosso inconsciente. Os instintos sexuais são os mais reprimidos, visto que a religião e a moral da sociedade colabora para isso. Mas, é aí que o mecanismo de censura torna-se mais falho, permitindo assim que apareçam sintomas neuróticos. Explicando a sua teoria da sexualidade, Freud afirma que há sinais desta logo no início da vida extra-uterina, constituindo a libido.  A libido envolve do nascimento à puberdade, períodos de gradativa diferenciação sexual. A primeira fase é chamada de período inicial, onde a libido está direcionada para o próprio corpo, oral e anal. A segunda fase, o período edipiano, que se caracteriza por uma fixação libidinal passageira entre os 4 e os 5 anos, também conhecida como "complexo de Édipo", pelo qual a libido, já dirigida aos objetos do mundo exterior, fixa a sua atenção no genitor do sexo oposto, num sentido evidentemente incestuoso. Por fim o período de latência, iniciado logo após a fase edipiana, só irá terminar com a puberdade, quando então a libido toma direção sexual definida.
Esses períodos ou fases são essenciais ao desenvolvimento do indivíduo, se ele as resolver bem será sadio, porém qualquer problema que porventura ele tiver em superá-las, certamente iniciará um processo de neurose. Último dos pilares da psicanálise, a transferência, é também uma arma, um trunfo usado pelos psicanalistas para ajudar no tratamento do paciente. Naturalmente, o paciente irá transferir para o analista as suas pulsões, positivas ou negativas, criando vínculos entre eles. O tratamento psicológico deve, então, ser entendido como uma reeducação do adulto, ou seja, uma correção de sua educação enquanto criança. Assim, Freud desenvolveu um método de tratamento que se pode igualar a uma "arqueologia da alma", onde o psicanalista busca trazer à luz as experiências traumáticas, os desejos reprimidos e não aceitos que provocaram os distúrbios psíquicos da pessoa. Ou seja, fazendo com que o paciente se encontre consigo mesmo encontrando a cura.
Comportamento das pessoas que têm desejos reprimidos.
Esconder um desejo ou negar é reprimi-lo em nosso inconsciente, mas porque reprimimos algum desejo? devido a toda carga negativa que aprenderam e assimilaram a respeito deste desejo. Nossa estrutura psíquica só funciona bem quando atendemos a ela, o nosso inconsciente age como se fosse uma panela de pressão todo desejo reprimido odiado pode explodir a qualquer momento, ou seja, quando a pessoa não queima essa energia tentando repudiá-la a qualquer custo, ela pode desencadear uma carga negativa. Por exemplo: a homofobia internalizada nada mais é do que os desejos reprimidos e não aceitos. Ou seja, é a negação da própria orientação sexual da pessoa, onde os valores homofóbicos presentes em nossa cultura podem resultar em um fenômeno chamado homofobia internalizada, através da qual as próprias pessoas podem não gostar de si pelo fato de serem homossexuais, devido a toda a carga negativa que aprenderam e assimilaram a respeito. Observe que a pessoa apenas escondia esse desejo, mas agora passou a odiá-lo. Este ódio tem uma grande força psíquica de destruição em sua mente, quer que o outro seja realmente destruído, pois a ele ou ela incomoda. Ou seja, este processo interno de ódio e repudio aos próprios desejos homossexuais é chamado de homofobia internalizada e ela se manifesta através de olhar com rejeição e ódio ao próximo, até as mais conhecidas como agressão verbal e física. 
Um estudo realizado pelas universidades de Rochester, Essex e Califórnia, nos Estados Unidos, revela que as pessoas homofóbicas sentem atração por pessoas do mesmo sexo. O comportamento agressivo em relação aos homossexuais seria uma forma de reprimir o desejo sentido que, por uma série de motivos, o indivíduo considera errado. Os heteros de verdade são bem resolvidos e não sente ódio ou preconceito do homossexual, já os que dizem heteros tem conflitos e preconceito e ódio contra os homossexuais é os que a pesquisa apontam como homofóbico.   
Com o intuito de explorar a atração sexual explícita e implícita dos participantes, os pesquisadores mediram as discrepâncias entre o que as pessoas diziam sobre sua orientação sexual e como eles reagiam durante uma tarefa. Para o primeiro experimento palavras e imagens eram mostradas aos participantes na tela de um computador e, então, era pedido para que as classificassem como "gay" ou "hétero". Para a segunda parte, os participantes foram incentivados a buscar fotos de pessoas do mesmo sexo ou do sexo oposto. Ambos os testes foram realizados para entender a atração sexual implícita.
Nos dois testes finais, os pesquisadores buscaram saber qual o tipo de criação familiar dos estudantes e suas opiniões políticas e crenças. Para medir o nível de homofobia na própria casa, os participantes responderam questões como: "Seria perturbador para minha mãe descobrir que ela estava sozinha com uma lésbica" ou "Meu pai evita homens gays sempre que possível". A Universidade da Georgia selecionou 64 homens que se apresentavam como sendo exclusivamente heterossexuais. Todos foram entrevistados e classificados em um índice de homofobia, de 0 a 100. Com isso, foram compostos dois grupos: os não homofóbicos (de 0 a 50) e os homofóbicos (de 50 a 100). Os participantes usaram um aparelho que mede qualquer sinal de ereção. Exposto a vídeos pornográficos entre adultos heterossexuais e homossexuais masculinos e femininos, o grupo classificado como homofóbico teve tumescência e ereção significativas diante dos vídeos de sexo entre homossexuais masculinos.  
Segundo a pesquisa, os resultados fornecem novas evidências para apoiar a teoria psicanalítica de que a ansiedade, medo e aversão por pessoas homossexuais pode ser uma reação de quem se identifica com o grupo, mas não aceita isso. Segundo o estudo, são pessoas que, com medo do julgamento alheio, reprimem e negam seus instintos e desejos. 
Como se manifestam estes desejos reprimidos? 
Os desejos reprimidos e repudiados se manifestam de diversas maneiras, e em sua forma mais grave resulta em ações de violência verbal e física, no caso da homofobia podendo levar até o assassinato de uma pessoa. Nestes casos, a fobia, é uma doença, que pode até ser involuntária e impossível de controlar, em reação à atração, consciente ou inconsciente, por uma pessoa do mesmo sexo. 
A homofobia também é responsável pelo preconceito e pela discriminação contra pessoas LGBT, por exemplo, no local de trabalho, na escola, na igreja, na rua, no posto de saúde. A homofobia é típica de pessoas que, consciente ou inconscientemente, ainda têm muitas dúvidas e angústias sobre sua própria  identidade sexual. Como mecanismo de defesa de sua insegurança, estas pessoas costumam ridicularizar e agredir os homossexuais. Casos muitos graves de homofobia levam o sujeito a fazer investidas como o assassinato de homossexuais.

Valdivino Alves 
Professor, Matemático, Contador, Bacharel em Direito, Psicanalista e Escritor. 
Autor do livro Conhecendo a Psiquê Humana, e pesquisador sobre Educação e Comportamento. Escreve semanalmente para a Revista Aprendizagem; Jornal da Cidade e JFC. Site: www.valdivinoalves.com.br 

Valdivino Sousa

Valdivino Sousa é Professor, Matemático, Pedagogo, Contador, Bacharel em Direito e Escritor. Pesquisador sobre Engenharia Didática em Educação Matemática; Modelagem; Construção do Conhecimento em Matemática; Modelos Matemáticos e suas Aplicações na vida real. Criou o método X Y e Z que facilita na aprendizagem de equação e expressão algébrica com objetos ilustrativos. Seu trabalho é reconhecido com Medalha de Mérito como docente pelo Instituto Matematics.

Docente nos cursos de Matemática, Ciências Contábeis, Administração e Engenharia. Autor de mais de 10 (dez) livros e têm vários artigos publicados em revistas e jornais especializados.  Semanalmente escreve para o portal D.Dez, Jornal da Cidade e Folha Online. Sobre: Educação Matemática e Desenvolvimento da  Aprendizagem.  Site: www.valdivinosousa.mat.br - E-mail: [email protected]       Celular / Whatsap: 11 - 99608-3728 

Mais de Valdivino Sousa

Comentários

Notícias relacionadas

loading...