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Comunismo, violência e luto: Ana Cristina, mais uma vítima

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Hoje (02), na tradição dos católicos romanos, oramos pelo sétimo dia de falecimento de Ana Cristina da Silva, morta protegendo o filho dos tiros de traficantes no Rio.

Deus permite certos momentos chocantes, muitas vezes diante da morte, para termos tempo de reflexão e mudança. A mãe-heroína é mais uma mártir brasileira ante a radicalização da esquerda após a derrota nas eleições.

É que a esquerda brasileira se apoiou em Lenin, o maior marxista de todos os tempos, que definiu o uso de todos os meios legais e ilegais, de apoio e atuação conjunta, para os revolucionários (“Esquerdismo: doença infantil do comunismo, Lenin) - o que explica a aproximação, já no fim da década de 1970, entre políticos presos e bandidos perigosos na Ilha Grande dando origem ao crime organizado no Brasil, conforme nos relatou Carlos Amorim no livro “Comando Vermelho”.

A outra importante definição leninista, destacada por estudiosos, é que são válidas todas as estratégias possíveis de tomada de poder desde que propícias para cada situação (In defense of the leninist strategy of Party building, IIB, n.3).

Por isso mesmo, adotaram as teorias de Antonio Gramsci num país que desde sempre foi predominantemente cristão.

Não me alongarei, mas deixo a sugestão de leitura do excelente livro de Sérgio Avellar Coutinho “A revolução gramscista no Ocidente”, indicado pelo amigo Caravana (@semana_caravana). Coutinho demonstra a teoria da ocupação de espaços criada por Gramsci: a infiltração lenta, gradual e quase imperceptível em toda a sociedade, subvertendo toda ordem cultural e moral.

Sua estratégia, seguida à risca, iniciava-se pelo Judiciário e evoluia pelo Congresso, Executivo, partidos políticos, Forças Armadas/polícias e Igreja Católica (hoje expandida às várias denominações cristãs) até desembocar, finalmente, no ataque ao “sistema econômico capitalista”.

Note que, mesmo sendo o sistema econômico o último item da lista, o plano de longuíssimo prazo ia destruindo as instituições da sociedade pelas beiradas até chegar ao centro, impedindo que houvesse reação, pois já estariam totalmente danificadas.

E, claro, tudo seria encoberto e distorcido pela mídia apoiada por artistas e intelectuais - pagos desde os tempos de Stalin - somando técnicas silenciosas e mortais à Democracia.

E eles assim fizeram, após 1964 de modo mais consciente, revelando que era fácil apelar aos bons sentimentos de juízes à época, conforme livro “Os Advogados e a ditadura de 1964”, vários autores.

De fato, o Judiciário, por ter sido o primeiro e mais importante degrau da escalada gramscista ao poder, hoje está quase totalmente dominado, como podemos notar nos artigos e comentários de Pontes que diz não haver curso superior mais ideologizado que o de Direito.

Assim, após ter conquistado a hegemonia, o judiciário tornou-se uma opção para a esquerda “governar” caso perdesse as eleições - e é, exatamente, o que vemos ocorrer nos dias atuais.

Em outras palavras - após quase seis DÉCADAS de infiltração e desmonte da sociedade até chegar à Constituição (que de cidadã não tem nada) - o quê poderíamos esperar? Da tragédia acontecida no Rio, que infelizmente pode se repetir, podemos tirar duas conclusões.

A primeira é que ninguém, em sã consciência, tenha ilusões de que Bolsonaro possa reverter um quadro de quase seis DÉCADAS com apenas um mandato. Nem em dois.

Como nos ilustram os estrategistas militares, o tempo gasto em desmobilização é semelhante ao da mobilização. Portanto, precisaremos de algumas DÉCADAS elegendo conservadores, em todos os níveis da vida pública, para reverter todo o mal instalado. É preciso que todos entendam isso.

Todos nós precisamos nos envolver neste processo.

Os psicólogos citam cinco fases do luto: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. E após o choque da notícia, muitos já passaram à fase da raiva apontando o dedo para traficantes, judiciário e, até para o PSB que fez o pedido da ADPF 635.

Eu, particularmente, penso que a questão chega até o eleitor, não apenas do PSB, mas de todo e qualquer político de esquerda, principalmente os mais radicais.

A segunda conclusão, derivada da primeira, é que não podemos ter a fase de barganha.

No luto pela mãe-mártir não há negociação com as falsas promessas da velha política, tão bem manobrada pela esquerda. Chega de comodismo! Não dá mais para confiar nos políticos de sempre.

A nação conservadora precisa tomar consciência de que é tempo de ocupar todos os espaços da vida social, política, educativa e artística (e não apenas viver do trabalho rentável), numa verdadeira reação anti-gramscista. É preciso levar nossos VALORES judaico-cristãos para todos os lugares e atividades. É preciso sair da cadeira e do conforto do lar em direção à arena política e cultural, como disse Rafael Nogueira.

Em minha opinião, a responsabilidade direta é dos criminosos, claro, mas os membros do judiciário, parlamentares, partidos diretamente envolvidos e, principalmente, seus eleitores são todos cúmplices e co-responsáveis pela tragédia e por outras que possam vir a acontecer.

E todos os citados estão com as mãos cheias de sangue inocente.

Angelo Lorenzo.

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