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A lógica de Noblat, o escândalo que envolveu sua esposa e as obras inauguradas por Jair Bolsonaro

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Ricardo Noblat, cuja esposa, durante o governo FHC, foi envolvida como cúmplice de Raul Jungmann no escândalo do desvio de 33 milhões de Reais (em dinheiro da época) do INCRA, é um dos mais vorazes críticos do Presidente.

É estranho, para dizer o mínimo, dar credibilidade às análises políticas de um homem que foi diretamente beneficiado com produto de corrupção. Mas vindo da grande imprensa tupiniquim, que foi reduzida a um amontoado de folhetins ideológicos, o estranho é o novo normal.

Dizer, porém, que Bolsonaro inaugura obra "dos outros", ultrapassa a barreira do mau-caratismo e escancara a demência do blogueiro.

Na coisa pública, não existe obra "dos outros". As obras são DO POVO. São custeadas com dinheiro de impostos e devem servir à população. São patrimônios brasileiros.

De acordo com a "lógica" do "jornalista", a transposição do Rio São Francisco, por exemplo, que foi iniciada em 2005, se transformou em uma fonte inesgotável de corrupção e passou por três governos sem ser concluída, após custar bilhões de reais para os cofres públicos, deveria ser abandonada pelo presidente, porque era uma obra "do Lula".

O mesmo raciocínio vale para as estradas que estão sendo terminadas neste governo: Transamazônica? Coisa dos militares. Deixa lá, apodrecendo.

O Brasil tem obras inacabadas há 10, 20, 30, 40 anos. São rios de dinheiro, fruto do suor dos cidadãos, sendo jogados pelo ralo, sem que a população usufrua de nenhuma melhoria.

Não é questão de vaidade ou politicagem. O papel de um gestor não é iniciar uma infinidade de obras "faraônicas", pra chamar de suas, e abandoná-las após os discursos de inauguração e o ganho de capital político. Um gestor precisa ser eficiente, eleger prioridades e concluir os projetos que recebeu.

Para o "analista político", porém, Bolsonaro não tinha o "direito" de concluir as obras de outros governos, ainda que estas tenham servido, por décadas, somente para favorecer a corrupção.

Tudo bem que o povo do Sertão Nordestino continuasse sem água, ou que cargas em um valor imensurável continuassem sendo perdidas nas rodovias intransitáveis.

O inadmissível é que o Presidente trabalhe. Principalmente se a empresa da sua "digníssima patroa" não levar uma "mordida", como acontecia nos governos anteriores.

"O melhor governo é aquele em que há o menor número de homens inúteis." (VOLTAIRE)

Felipe Fiamenghi

O Brasil não é para amadores.

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