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Sem voos, Associação Internacional de Transporte Aéreo alerta para a “venezuelização” da Argentina

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A Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA) está preocupada com a situação da Argentina, e emitiu um comentário em que receia que ela possa se transformar numa Venezuela.

Faltam poucos dias para que se completem seis meses de paralização total dos voos no país, tantos domésticos como internacionais. As únicas exceções foram as operações de carga e alguns poucos voos de repatriação.

Segundo Peter Cerda, Vice-Presidente para as Américas da IATA, a Argentina “é o maior mercado da região onde a aviação segue suspensa”. O executivo critica a não-previsão da volta dos voos, conforme reporta o periódico La Nación.

Inicialmente, os voos voltariam em setembro, mas o prazo foi empurrado para outubro e na última previsão, não-confirmada, a volta será em novembro, ou na pior situação, só voltam quando a vacina contra o coronavírus sair.

“A indústria não pode aceitar mais postergações de datas de reabertura. Necessita que fique claro, o quanto antes, quando poderão voltar os voos, especialmente porque está se seguindo com rigor todos os protocolos de biossegurança”, pontua o executivo.

Nestes últimos meses, a companhia Norwegian foi vendida para a concorrente JetSmart para não fechar as portas (antes da pandemia), e a LATAM Argentina encerrou de maneira permanente as operações.

“Do ponto de vista da indústria, nos preocupa que o país se converta em outra Venezuela, que anos atrás era um dos mercados-chave da aviação no continente e agora tem uma conectividade internacional muito limitada”, afirma Peter.

Sob o comando de Nicolás Maduro, a Venezuela conta com limitadas opções de voos diretos até para diversos países “vizinhos”, como o Brasil e a própria Argentina. Além da falta de demanda, as companhias aéreas estrangeiras não conseguiram repatriar o dinheiro das vendas no país e o deixaram.

Peter também destaca que a Argentina já estava em crise antes da quarentena: “O país já estava passando por uma crise econômica antes da Covid-19. Várias companhias aéreas internacionais já tomaram a decisão de não voltar, mesmo depois que terminem as restrições, isto mostra a falta de confiança no mercado”, conclui o executivo.

Por fim, Peter lembra que o governo argentino não ofereceu ainda um pacote de ajuda ao setor, ao contrário dos países vizinhos. A situação se agrava ainda mais pela lei que proíbe demissões sem justa causa, em qualquer empresa da Argentina, mesmo sem caixa ou voos.

Fonte: Aeroin

da Redação
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