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O jornalismo como vetor da destruição: A constatação de onde vem o fedor é antiga...

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Todas as civilizações afirmaram, de um modo ou de outro, que não há mal ou bem concretizados que antes não tenha sido apenas ideias em circulação.

Essa afirmação você encontra em antigos textos tibetanos, nos romances russos, na poesia tradicional japonesa e nos pensadores contemporâneos, e até em conversas de bar e biscoitos da sorte.

Do mesmo modo, na nossa civilização, não há degradação humana ou louvor aos monstros que antes não tenha sido propagada pela imprensa. Lembrando que "propagar" deriva de "propaganda".

A constatação de onde vem o fedor é antiga. Vejam o que James Fenimore Cooper, o famoso autor de "O Último dos Moicanos", escreveu sobre o tema, ainda na metade do século 19:

"Parece que a imprensa foi exclusivamente projetada pelo agente supremo do mal para abater e destruir tudo o que é bom, e para enaltecer e promover tudo o há de nefasto na nação. Ela fomenta poucas verdades, e, mesmo assim, fomenta de modo a enfraquecê-las e viciá-las. Enquanto isso, aqueles que vivem de mentiras, falácias, inimizades, parcialidades e todos os tipos de intriga, encontram na imprensa um instrumento que nem mesmo os demônios sonharam inventar para executar seus planos".

Não parece que Cooper escreveu isso ontem, após ver a CNN, a Globo, a Veja ou a Carta Capital? Ou após ler uma "análise" de Orcs como Noblat, Guga Chacra ou Miriam Leitão?

Essas palavras tão antigas de Cooper parecem tão atuais por um motivo muito simples: não há acidentes ou coincidências, mas planejamento e objetivos.

Claro que a solução não é acabar com a imprensa, pois onde isso acontece a ditadura já venceu. A solução é forçá-la a se afogar no próprio vômito. E não simplesmente ignorá-la, porque a ignorância não altera a realidade das coisas.

Marco Frenette. Jornalista e escritor.

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