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Desmontando as tesouras do Brasil

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A história da tesoura perde-se no tempo. Afirmam os pesquisadores que ela foi inventada em 1500 a.C.

Era uma peça de metal única de bronze formada por duas lâminas controladas por uma tira, que as mantinha afastadas até que fossem apertadas. A peça mais antiga foi descoberta no Egito.

Na Alemanha, no século 19, Hegel e Marx lançam a “Estratégia das Tesouras”. Uma espécie de ardil que planeja, usa e joga com as contradições humanas, não somente no plano teórico, mas no plano de ação prática, uma espécie de movimento controlado para se atingir o poder.

No Brasil, Ariel Franco, em 2010, foi preso por tráfico de drogas. Decidiu aproveitar o tempo em que esteve preso (quase dois anos) praticando alguma coisa útil e descobriu a tesoura como um salvo-conduto para turbinar e revolucionar sua vida.

A tesoura inventada pelos Egípcios foi aperfeiçoada pelos romanos. Segundo os historiadores em 100 d. C., eles desenvolveram um modelo com duas lâminas assimétricas, que deslizavam uma sobre a outra, este objeto passou a ter uma espécie de pivô, possibilitando o efeito de corte.

Já nessa altura a tesoura era usada para cortes de cabelo, tosquia dos animais, poda das árvores e corte de tecidos. Em 1751, um inglês da cidadezinha de Sheffield, chamado Robert Hinchliffe, percebeu que o corte das tesouras de ferro e bronze era muito imperfeito e resolveu utilizar o aço polido para a confecção das mesmas. Corte perfeito e sucesso absoluto foi o resultado da mudança! Hinchliffe, hoje, é considerado o pai da tesoura (e não Leonardo da Vinci) como alguns supõe. A partir daí o instrumento massificou-se e ganhou o mundo. A americana Louise Austin, em 1893, patenteou primeira tesoura dentada e daí seguiu-se uma infinidade de tesouras especificamente destinadas à jardinagem, à tosquia de animais ou às cirurgias médicas. As tesouras integraram-se, definitivamente à vida de pobres e ricos. Tornaram-se essenciais.

Lênin, usando as ideias de Marx e Engels, explicitou aos contemporâneos que a “Estratégia das Tesouras” consistia em “ter dois partidos comunistas sempre dominando o cenário político, midiático, econômico e social do país. Um com viés autoritário/estatal, por exemplo, e o outro com viés mais ameno ou democrático/apaziguador”. Duas lâminas opostas, porém, ligadas. Duas ideias antagônicas, contudo, iguais.

Dois Partidos dominantes, aparentemente divergentes em suas ideias, mas na prática tentáculos ligados a um cérebro central, controlador das pessoas. Lênin mostrou aos soviéticos a sua prática. Josef Stalin, que sucedeu a Lênin, líder e ídolo inconteste de todos os partidos comunistas/socialistas da atualidade, dizia: “ a morte de um homem é uma tragédia, a morte de milhares é apenas uma estatística” e utilizando a “Estratégia das Tesouras” mostrou ao mundo como era a “Democracia Verdadeira” aplicada na União Soviética, segundo os dogmas de Marx e Engels. Como era magnânimo “exportou” essa ideia para todos os satélites soviéticos e para o resto do mundo civilizado. Na Itália, Gramsci aperfeiçoou ainda mais essa estratégia. No Brasil, os comunistas apareceram oficialmente em 25 de março 1922 e desde seu aparecimento tentam tomar o poder. Após a redemocratização do país em 1984, articularam demoniacamente a “Estratégia das Tesouras” com os Partidos PT/PSDB e assaltaram o país em todos os setores: devastaram a cultura, arrasaram a educação e deixaram 13 milhões de desempregados. Uma ação realmente espetacular!

Aos 19 anos, quando foi preso, Ariel Franco nunca tinha ouvido falar de Marx, Engels, Gramsci, queria apenas sobreviver traficando drogas. Na cadeia, para passar o tempo, começou a cortar cabelos e gostou. Então decidiu aproveitar a detenção para aprender algo de útil: manejar uma tesoura para tornar as pessoas mais satisfeitas com sua aparência. Queria um futuro diferente e apostou na tesoura. Ao sair da cadeia em 2014, determinou a si mesmo que iria transformar a profissão aprendida na cadeia em um negócio lucrativo. Assim ele inventou o penteado “Blindado”. O penteado que não desmancha. “Blindado” – um corte que resiste a impactos intensos, permanecendo até 7 dias sem que o penteado seja abalado. Daí o nome da invenção de Ariel, que ajudou a transformar seu corte e seu trabalho em fenômeno na internet.

Ariel Franco usou a Tesoura para fugir de uma vida de miséria e provou que um ex-presidiário não volta ao crime, se quiser, se tiver força de vontade. Não se vitimizou, não lamentou a sorte, mas decidiu, simplesmente, mudar de vida, fazer algo útil. O corte que inventou é sucesso dentro e fora do Brasil. Está na cabeça de artistas, de socialites e de pessoas comuns.

Os comunas/socialistas usaram a “Estratégia das Tesouras” para cortar a verdade. Para cortar e recortar a política, os partidos e os políticos sem nenhum caráter utilizaram suas lâminas para engabelar a população. Os dois Partidos (PT/PSDB) se revezaram no poder, iludindo e alienando a população com um único propósito: permanecer no poder indefinidamente e transformar o maior país da América do Sul em uma Ditadura socialista. O jogo das contradições, a astúcia de ter sempre dois Partidos hegemônicos na mídia, um falando mal do outro, os dois municiando jornalistas coniventes com seus ideais funestos e abastecendo o povo com ilusões e mentiras.

Durante 17 anos isso tudo perdurou no Brasil. Ao final, o povo disse: “Basta”! E eles deixaram como herança para o governo que os sucedeu milhões de desempregados, um estado aparelhado, a economia quebrada, viciados mamando nos cofres públicos, milhares de sindicatos e sindicalizados que gritam noite e dia: “meus direitos, meus direitos”, professores e Universidades marxistas que massificam alunos dando-lhes conteúdos comunista, como se esta fosse uma visão de mundo verdadeira, uma constituição que chamaram de cidadã e que possui leis que premiam os poderosos de plantão: juízes, políticos, ricaços e deixam para os pobres direitos que jamais foram efetivados e a ideia de que nenhum DEVER o cidadão possui para com o país onde nasceu.

A conclusão que se tira do uso da Tesoura pelos homens é mesma para todos os inventos: nenhum deles faz mal a ninguém, o seu bom uso ou seu mau uso é que os torna perigosos ou benéficos.

Carlos Sampaio

Professor. Pós-graduação em “Língua Portuguesa com Ênfase em Produção Textual”. Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

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