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Toffoli em homenagem digna de uma "Missa Negra" (veja o vídeo)

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O que assistimos no fim da presidência de Toffoli no Supremo, repleto de homenagens e símbolos, nos leva a crer que presenciamos uma espécie de Missa Negra.

Duvida?

Vamos observar com calma.

A leitura do excelente artigo do amigo Veiga desnuda o tom da macabra solenidade.

Soma-se a isto a declaração definitiva sobre o ciclo Toffoli, por Marco Aurélio Mello, deixando clara a conotação política adotada pelo, agora, ex-presidente do STF.

Primeiro, a bajulação feita pelo ministro Humberto Martins (STJ) dizendo: "Todo poder emana do povo. Toffoli é povo. Toffoli é poder."

Depois, vimos estarrecidos, Maia e Alcolumbre colocarem em Toffoli uma espécie de "faixa" presidencial...

Mas, a situação ganha novos contornos quando Maia demonstra seu empenho pessoal em aprovar com rapidez a famigerada Lei das Notícias Falsas (PL 2630), mesmo após o término do mandato de Toffoli. Sobre isto, recomendo a leitura deste artigo aqui.

Paralelamente, temos a indecorosa >proposta para permitir a reeleição de Maia e Alcolumbre que, mesmo após aprovada, certamente será analisada pelo Plenário do STF.

A pergunta que não quer calar é: tanta pompa e circunstância com Toffoli - a ponto de usarem uma caricatura da faixa presidencial, maior símbolo da nossa democracia - seria para demonstrar empenho dos interessados num suposto acordão para permitir a reeleição dos presidentes das Casas Legislativas?

Hoje está claro que a esquerda já estava preparada para governar por outras vias, após décadas de infiltração e ocupação de espaços na esfera jurídica, das faculdades ao topo do Judiciário, segundo a estratégia gramscista conforme comentei neste artigo.

A hipótese parece ter fundamento já que, para a continuidade de uma espécie de governo paralelo agindo conjunramente ao oficial, é necessária a legitimação da questão das Notícias Falsas: tanto do Inquérito 4781/SFT quanto do PL2630.

Estaria a aceitação da reeleição dos Presidentes atrelada à aprovação do PL, de interesse do Judiciário? Seria a reeleição uma possível garantia contra impeachments de Ministros do Supremo, que se acumulam nas gavetas do Senado?

Uma mão lava a outra? Seria isto?

Daí a declaração de Marco Aurélio ser tão valiosa. O supremo se apequenou. Quando seguiu a senda política, tornou-se apenas extensão de toda gama de partidos de esquerda, a começar pelo PT, que vê caminho aberto para anular as condenações do ex-presidente.

Para embasar esta humilde teoria e jogar água fria na asquerosa missa negra, eis que surge o Capitão no "Santuário da Justiça".

Falando direta e francamente sobre quem foi eleito e quem foi indicado, deixou claro que ele, Bolsonaro, é quem fará as próximas indicações para este mesmo Supremo, que hoje se tornou um controverso Poder da República.

Há acordão? Só o tempo dirá.

Vamos aguardar, atentos, os próximos capítulos.

Angelo Lorenzo

da Redação
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