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Denunciado por homicídio de prefeito, deve ser candidato ao cargo

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Informações dão conta de que Gilberto Dranka anunciou a sua pré-candidatura à prefeitura da cidade de Piên, no interior do Paraná.

Porém, um fato chama a atenção.

Dranka é denunciado na Justiça por ser um dos mandantes do homicídio de Loir Drêvek, prefeito eleito da cidade na época do crime.

O homicídio ocorreu em 2016.

Mesmo sendo um dos denunciados pelo crime, Dranka afirma que responde ao processo em liberdade e que, por não ter sido julgado ainda, não está impedido de se candidatar.

“Eu sou acusado de um crime que não devo e vou provar na Justiça. Então eu sou livre para ser candidato”, afirma.

Nesta segunda-feira, 14, deve ocorrer a oficialização de sua candidatura na convenção partidária do PSL.

Relembre o caso

Dranka é acusado de ser um dos mandantes do assassinato do prefeito eleito de Piên, Loir Dreveck (PMDB), 52 anos, no dia 14 de dezembro de 2016.

Dreveck, que ainda não havia assumido o cargo, foi atingido por um tiro na cabeça por um motociclista enquanto viajava para Santa Catarina com a família. Ele morreu três dias depois no hospital de Jaraguá do Sul.

Em 31 de janeiro de 2017, Dranka foi preso pela Polícia Civil do Paraná enquanto tentava se esconder no forro da sua casa.

Ele é acusado de armar um complô junto com o então presidente da Câmara de Vereadores, Leonides Maahs (PR), o empresário Ovandir Pedrini, e Amilton Padilha, ambos acusados de terem participado diretamente do crime. Em 2017, a Vara Criminal de Rio Negro decidiu que Dranka deve ir a júri popular.

A motivação, segundo os investigadores, é política.

Depois de eleito, Dreveck teria desagradado o grupo que o apoiou na campanha ao anunciar que iria cortar cargos comissionados, substituindo-os por funcionários de carreira da prefeitura. Os acusados temiam perder também eventuais contratos com a prefeitura, segundo os investigadores.

da Redação
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