Com bloqueio de 237,3 milhões, advogados de Lula lutam desesperadamente para escapar de Bretas

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Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin e Roberto Teixeira, alvos principais da Polícia Federal na Operação E$quema S, sofreram um bloqueio em seus bens, determinado pelo juiz Marcelo Bretas.

O magistrado determinou o bloqueio de até R$237,3 milhões em bens de Zanin e do escritório que mantém em sociedade com o sogro, Roberto Teixeira.

O objetivo da medida é o ressarcimento da Fecomércio, do Sesc e do Senac do Rio de Janeiro.

Dessas três instituições saíram os recursos que irrigaram com propina escritórios de advocacia, segundo a denúncia do Ministério Público.

Desesperado, o advogado Zanin luta para escapar de Bretas.

Para tanto, busca envolver no caso, juízes de tribunais superiores, do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal de Contas da União.

Em recurso interposto, Zanin diz que a investigação da Operação E$quema S deve sair da primeira instância, pois envolveria ministros do STJ e do TCU.

Eis a narrativa:

“Como amplamente já introduzido, o juízo RECLAMADO é incompetente para praticar as violências levadas à efeito na origem, isto porque, para investigar o imaginário tráfico de influência decorrente, por exemplo, da contratação de filhos de Ministros do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal de Contas da União, respectivamente os doutores EDUARDO MARTINS e THIAGO CEDRAZ, evidentemente é necessário apurar a conduta dos agentes públicos a eles relacionados para comprovar a atuação dos contratados.”

O inquérito trata da atuação dos dois advogados. Não entra no mérito de que os pais, ministros do STJ e TCU, tivessem conhecimento do suposto tráfico de influência que os filhos praticavam.

Zanin, espertamente, busca empurrar os ministros...

Se conseguir, todos serão julgados pelo STF e, consequentemente, todos estarão livres do juiz Marcelo Bretas.

da Redação

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