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A dona do Magazine Luíza, o discurso por uma sociedade segregada e o aplauso dos “justiceiros sociais”

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Uma das minhas maiores "brigas" com a "direita" é porque sempre defendi que, enquanto estamos no poder, NÃO PODEMOS usar o Estado para "sufocar" nossos adversários.

O poder é cíclico. Se hoje criarmos mecanismos que calem aqueles dos quais discordamos, amanhã, quando o poder mudar de mãos, estes mesmos mecanismos poderão (e serão) usados para calar-nos.

Nunca, sob nenhuma hipótese, a segregação pode ser tolerada. Ainda que feita sob o discurso de "justiça social", abre precedentes perigosíssimos. Deixa todos expostos; até aqueles que, teoricamente, visa defender.

Em nossa própria Constituição Federal, no inciso IV do parágrafo 3º, é estabelecido que promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação, é um objetivo fundamental da República.

Quando, então, na ânsia de "reparar uma dívida histórica", aceitamos que a própria legalidade seja pisoteada, damos um passo em direção ao caos.

Se a lei vale para todos, a ausência da lei também vale.

Se estudarmos um pouquinho mais sobre a história recente, se esquecermos por um momento a escravidão e avançarmos até a metade do século passado, na época dos movimentos pelos direitos civis, veremos que uma "elite branca", que defendia a segregação, foi derrubada pelos movimentos populares.

Hoje, essa mesma "elite branca", como a empresária Luiza Trajano, usa o discurso daqueles que, há menos de 100 anos, foram vencedores, para criar novamente uma sociedade segregada e ainda ser aplaudida pelos "justiceiros sociais".

Infelizmente, teremos anos muito duros pela frente. O preço por não abrirmos os olhos, por sermos guiados pela ignorância e permitirmos manipulações tão toscas, será alto demais.

Fragmentados em dezenas ou centenas de "coletivos", cada um com a sua própria causa e exigindo a defesa de sua própria cartilha, terminamos desunidos, desindividualizados e sozinhos, enquanto o poder, cada vez mais, se concentra na mãos de alguns.

Separados por cor, gênero, sexualidade ou ideologia, tornar-nos-emos meros marionetes, jurando que cada movimento controlado por terceiros veio da nossa própria vontade.

"Temos que aprender a viver todos como irmãos, ou morreremos todos como loucos." (KING, Martin Luther)

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Felipe Fiamenghi

O Brasil não é para amadores.

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