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A beira da privatização, funcionários dos Correios voltam ao trabalho após reajuste de 2,6%

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O Tribunal Superior do Trabalho (TST) aprovou nesta segunda-feira (21) um reajuste de 2,6% para os funcionários dos Correios. Os trabalhadores devem retomar as atividades imediatamente. Foi estipulada uma multa diária de R$ 100 mil para a categoria, caso os funcionários não cumpram a decisão.

Os funcionários deverão compensar metade dos dias de greve, sendo que a outra metade será descontada do salário, pois o TST decidiu que a greve, iniciada em 17 de agosto, não foi abusiva, o que geraria o desconto integral dos dias parados.

Floriano Peixoto, presidente dos Correios, declarou que a proposta de extinção dos 79 benefícios representaria uma economia anual de R$ 800 milhões. Segundo ele, a estatal possui um déficit de R$ 2,4 bilhões, apesar dos resultados positivos nos últimos anos.

O TST manteve a revogação de 50 das 79 cláusulas do acordo coletivo anterior - a empresa havia revogado unilateralmente 70 delas - determinou um reajuste de 2,6% para os trabalhadores e a volta ao trabalho.

"A FENTECT realizará pela manhã reunião com sua diretoria para avaliação do cenário e orienta todos os seus sindicatos filiados a manterem a realização de assembleias na tarde e noite 22/09, como inicialmente previsto, para que os trabalhadores possam analisar a proposta e decidir de forma coletiva e democrática sobre o resultado do julgamento", afirma a nota.

O Supremo Tribunal Federal (STF) havia mantido, em agosto, a decisão do então presidente da Corte, Dias Toffoli, de suspender 70 das 79 cláusulas do acordo coletivo de trabalho realizado entre a categoria e os Correios.

Em uma nota expedida pelos Correios, a empresa afirmou que desde o mês de julho buscava negociar os termos do acordo coletivo “em um esforço para fortalecer as finanças da empresa e preservar a sustentabilidade."

“Ficou claro que é imprescindível que acordos desta natureza reflitam o contexto em que são produzidos e se ajustem à legislação”, informou a empresa.

O resultado do julgamento será discutido em assembleia com os trabalhadores nesta terça, e José Rivaldo, secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares, afirma que, para a entidade, a greve continua.

O governo está em fase final de elaboração de um Projeto de Lei (PL) que precisará ser aprovado no Congresso para dar andamento ao processo de privatização.

Segundo o general Floriano Peixoto, presidente da estatal, "a desestatização dos Correios já está em andamento.

O caminho da desestatização é o mais indicado, pois alia a estrutura já existente à expertise do mercado, desonerando o Estado de uma função que não é mais tipicamente pública”.

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