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A máquina de destruição de reputação: O 'alvo' agora é Celso Russomanno...

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“Se não for de nossa linha ideológica, a de esquerda, claro! e, principalmente, tiver o mínimo viés conservador liberal, vamos atacar e destruir a reputação. E não importa qual o caminho para obter sucesso em nossa empreitada. Se não tivermos como atacar nosso alvo, que comecemos então por alguém próximo dele, e pode ser até o vizinho”!

Fico imaginando o diálogo acima em redação de um veículo da grande mídia. No centro, uma mesa grande de madeira, abarrotada de iPhones e alguns charutos cubanos acesos pendurados na borda. Em volta, meia dúzia (sem dinheiro foi o que sobrou) de diretores, editores e jornalistas do veículo da grande mídia, destilando o “ódio do bem” contra o “adversário” político que não serve pra eles.

Foi assim e continua sendo com Jair Bolsonaro, os ministros, os políticos da base de apoio, os ativistas, os blogueiros e jornalistas conservadores (que ainda sofrem com a perseguição ditatorial de Alexandre e seus coleguinhas do outro lado da praça) e com todo e qualquer apoiador, seja em cargo oficial ou apenas nas ruas.

E a bola da vez é o pré-candidato prefeitura da cidade de São Paulo, Celso Russomano, do Republicanos (em quem, faço questão de esclarecer, nunca votei e não sei se votarei).

Ele é o fiel retrato do “perfil” odiado pelos esquerdopatas.

Influente, com opinião forte e voz ativa na mídia há décadas e um quadro prestigiado e popular na Rede Record.

Não bastasse, muitas vezes apoiou o governo em sua atuação na câmara dos deputados, em Brasília, sempre a favor das reformas e das propostas de alinhamento conservador liberal.

Pois neste sábado, a grande mídia iniciou os ataques.

E na falta de qualquer tipo de ilícito e provas contra o político, optou pela “tática do assassinato de reputação pelas beiradas”.

O alvo, a filha de Russomano e o esposo dela, que segundo reportagem do UOL veiculada neste sábado (26), estariam envolvidos em um esquema de formação de pirâmide financeira.

Caso em que são réus em 18 processos e que não nos cabe aqui julgar a favor ou contra, pois é a justiça que decide.

Aliás, se comprovados os crimes, que paguem da forma devida, seja pecuniariamente, atrás das grades ou ambos.

O que quero deixar bem claro aqui é esta prática suja, rasteira e canalha de assassinato de reputações, doa a quem doer e comece por onde for, com o objetivo de influenciar a opinião pública e destruir um adversário, e que já ultrapassou todos os limites mesmo em um país livre.

Obviamente que a censura não é o caminho (ainda que muitos dos jornalistas conservadores tenham sido calados nos últimos meses), mas que se estabeleça um limite. Ou será que a nossa justiça suprema só tem iniciativa para mandar prender sem provas e soltar condenados pra lá de culpados.

O alento é que a própria sociedade parece ter “acordado” para o que acontece em nosso país e a resposta começou nas urnas, em 2018, e deve seguir agora em 2020.

Enfim, deixo aqui um conselho a você, parente, amigo ou conhecido de algum político conservador. Cuidado para não errar sequer no troco da padaria, ou sua reputação será posta à prova nas primeiras páginas. Imagino até a manchete:

“Vizinho de Político Tal dá golpe em caixa da padaria”.

Mário Abrahão. Jornalista, trabalha com produção de textos, rádio e televisão desde 1996. Pós-graduando em Ciência Política e em Gestão de Comunicação e Mídias Digitais, foi repórter setorista, em Brasília, desde junho de 2011 até o final de 2019. Reside agora em Jundiaí-SP, onde se especializa e prepara novos projetos de comunicação, com foco na política da região.

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