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A difícil vida fácil dos jovens e os novos e reais desafios

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A vida do adolescente e do adulto jovem, em especial os da classe média, quase sempre foi vista como fácil. Só tem a obrigação de estudar e fazer a escolha de uma boa faculdade. Até os jovens menos favorecidos reconhecem a importância dos estudos para “ser alguém” e aumentar as suas chances de arrumar um emprego digno e lucrativo.

Pais sempre investiram pesado na formação intelectual dos filhos.

Nem todos dão a mesma importância para a vida emocional.

Relações de amizade e namoro, muitas vezes, são vistas como empecilhos para o alcance dos objetivos.

O fato é que nossos jovens são estimulados para a formação intelectual e técnica, em detrimento da formação emocional e relacional.

Apesar dos esforços dos pais para manter os filhos na escola, os números das escolas públicas, refletem um patamar baixo de qualidade da Educação Básica brasileira.

Crianças vão passando de ano sem aprender, gerando evasão escolar, ou criando efeito dominó, culminando no 1º ano do Ensino Médio, quando o indicador de insucesso atinge o ápice, impedindo aprovação para a 2ª série no ano seguinte.

Alunos de escolas particulares também apresentam desmotivação e insucesso no ensino médio. Muitos querem “rifar” o 3º ano.

Há tempos que o 3º ano virou sala de espera para a faculdade. Período em que muitos jovens brasileiros se impõem uma louca rotina de estudos para passar em vestibular, em especial, para medicina.

A juventude brasileira vem enfrentando grandes desafios para estudar e posteriormente, ingressar no mercado de trabalho.

Se os desafios já se faziam presentes, imagine agora, em que o mundo enfrenta essa pandemia de COVID-19.

A maioria dos jovens já havia ouvido falar ou assistido o filme Contágio (2011), um filme de suspense que trata de uma pandemia semelhante ao coronavírus.

De repente, os mais jovens, se viram figurantes de um filme global, cujos atores principais, são seus próprios avós e parentes próximos.

Crianças e jovens são os “vilões” portadores do vírus mortal, que devem ser afastados fisicamente dos seus entes queridos, sob pena de ser responsável por transmitir-lhes o temível vírus.

O filme da pandemia real é um longa metragem, sem tempo para acabar.

As escolas fechadas. Toque de recolher. Presas em casa, com seus pais, as crianças e jovens são obrigadas a estudar pela telescola, privada dos contatos humanos, que por vezes, era a única motivação para ir para a escola.

Sabe aqueles jovens que entraram para a faculdade esse ano? Pouco mais de um mês de aula presencial, o sonho virou pesadelo. O ritual de passagem para essa vida adulta, foi interrompido.

Há indícios que o isolamento social tem afetado a saúde mental dos jovens, uma vez que é próprio dessa fase da vida as saídas, baladas, namoros.

Com tudo isso suspenso, sob os efeitos de comandos regressivos, tais como: fique em casa, lave as mãos, passe álcool gel, que trouxe uma mudança forçada de hábitos.

O medo de se contaminar fez desencadear, nos predispostos, transtorno obsessivo compulsivo, claustrofobia, ansiedade, tédio e impaciência, pânico etc.

Todos tivemos as vidas afetadas e modificadas drasticamente, em especial, quem perdeu parentes e amigos. Mas, os jovens são seguramente, as maiores vítimas dessa pandemia. Ficam invisíveis. Faz falta a energia e a alegria das crianças e dos jovens!

As autoridades do Brasil cometeram inúmeros erros em relação ao combate à pandemia. Além das informações alarmistas, desconsideraram a economia e a saúde mental.

O saldo é negativo nas áreas de saúde, educação, trabalho e renda.

A própria OMS, UNESCO e OIT alertam sobre consequências severas para os grupos mais vulneráveis, dentre estes os jovens. Somente agora!

Entretanto, uma medida inédita foi tomada pelo governo federal: Criou o programa Mentalize, de atenção e cuidado à saúde mental. O programa tem palestras on-line a partir de 25 de agosto e diversas ações no setembro Amarelo, campanha de prevenção ao suicídio.

Municípios brasileiros vão receber cerca de R$ 650 milhões para aquisição de medicamentos essenciais para a saúde mental em virtude dos impactos causados pela pandemia da Covid-19.

Todos os municípios do país serão contemplados com essa estratégia e os valores destinados a cada um constam no Anexo II da portaria: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-2.516-de-21-de-setembro-de-2020-278695720.

No campo da economia, os jovens terão de disputar o mercado de trabalho com os milhões de desempregados pela quebra das empresas. A vida ficou um pouco mais difícil para os jovens.

Entretanto, é próprio dessa fase da vida acreditar nas relações humanas. Usando as redes sociais todos podem ter voz e vez. Nesta era da informação e do aumento da consciência política, talvez seja a hora de mais jovens buscar entrar para a política, e ser a mudança que desejam ver no mundo.

“Seja a mudança que você quer ver no mundo”. Mahatma Gandhi.

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Foto de Bernadete Freire Campos

Bernadete Freire Campos

Psicóloga com Experiência de mais de 30 anos na prática de Psicologia Clinica, com especialidades em psicopedagogia, Avaliação Psicológica, Programação Neurolinguística; Hipnose Clínica; Hipnose Hospitalar ; Hipnose Estratégica; Hipnose Educativa ; Hipnose Ericksoniana; Regressão, etc. Destaque para hipnose para vestibulares e concursos.

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